Tempos de mudança

Re: Tempos de mudança

Mensagempor Tovi » Sábado 12 Janeiro 2008, 18:42

Arp Escreveu:Como é que ele sabia que não transportava nenhum dos visados? :o
Não me digas que entraste no taxi de flute de champanhe na mão e charuto na boca.
:whistle:

Na cidade do Porto, serviço de taxi da zona onde vivo para os restaurantes que frequento, só gente de bem. 8-)
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor XôZé » Sábado 12 Janeiro 2008, 19:27

zézen Escreveu:AFINAL HILLARY TAMBÉM CHORA...


Toma lá o vídeo das lágrimas para te emocionares também... :(



ehehe...
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor rjmoreira » Terça-Feira 15 Janeiro 2008, 11:23

Tovi Escreveu:Razão tinha aquele taxista que me levou ontem ao restaurante onde fui jantar e que perante um engarrafamento de transito, que dois agentes da PSP não conseguiam resolver, disse: Se há coisa que eu odeio é polícias pretos, paneleiros e pobres.


Também não deve ser fácil encontrar um policia preto, paneleiro e pobre....
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor Arp » Terça-Feira 15 Janeiro 2008, 20:43

:content:
Os desentendimentos que a falta de uma humilde vírgula podem gerar.
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor Arp » Quarta-Feira 7 Maio 2008, 20:49

Sabemos que estamos em pleno Século XXI, quando...

1 - Enviamos um e-mail, ou entramos no MSN, para conversar com o colega que trabalha na mesa do lado.

2 - Vimos do supermercado, metemos o carro na garagem e rapamos do telelé para pedir a alguém dentro de casa que nos venha ajudar a tirar as compras do porta bagagens.

3 - Esquecemo-nos do celular em casa, entramos em pânico e damos meia volta, às vezes já longe, para o ir buscar.

4 - Saltamos da cama de manhã e, a caminho da cozinha afim de tomar o pequeno almoço, passamos pelo canto informático para ligar o computador.

5 - Sabemos o que significam, quando não as usamos mesmo, coisas como "naum", "tbm", "qdo", "xau", "msm", "dps" ...

6 - Já não sabemos o preço de um envelope normal.

7 - A maioria das piadas que conhecemos chegaram-nos via e-mail (e ainda por cima rimo-nos sozinhos)

8 - Atendemos o telefone em casa (ou mesmo o celular), começando por recitar o nome da empresa em que trabalhamos e já digitamos o “0” até para falar de casa.

10 - Saímos de casa para o trabalho quando o dia começa a clarear e regressamos quando já escureceu.

11 - Quando o desgraçado do computador pára de funcionar, fica-nos uma ligeira sensação de que foi o nosso coração que avariou.

11 - Lemos este tipo de tretas e vamos abanando a cabeça em concordância.

12 - Aliás, estamos tão absortamente concordantes, que nem percebemos que esta lista não tem o número 9.

13 - Voltamos acima para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem nos damos conta que há dois números 11.

14 - É por esta altura que percebemos que nos estamos a rir só para nós mesmos e começamos a pensar a quem vamos enviar isto.

15 – Bom, para começo colocamos no nosso fórum de estimação, meio convencidos que é aqui que, apesar dos pesares, estão uma boa parte dos nossos melhores amigos, vá-se lá saber porquê. Se calhar por não termos que nos aturar diariamente de olhos nos olhos. Ora, sabemos lá! Afinal, estamos em pleno século XXI.
:mrgreen:
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor Arp » Quarta-Feira 21 Maio 2008, 23:52

Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades.
Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas.
Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos.
Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.
Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida – mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.
Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.
É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos.
Quanto mais queremos, mais desesperamos.
A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade.
O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que:

o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!”

João Pereira Coutinho, jornalista
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor Scalabis » Sábado 8 Novembro 2008, 10:38

Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional , a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.
Assim é que, se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior. Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucio nal passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros -- não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também -- passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.
Aos 'quilombolas' , que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.
Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este "privilégio", porque cumpre a lei.
Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de R$ 4 bilhões o que é retirado dos pagadores de tributos para "ressarcir" àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.
E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.



O artigo foi publicado pelo "Jornal Inconfidência", de belo Horizonte (MG), órgão do "Grupo Inconfidência".

Afinal os gajos lá para o Brasil do Arp, também estão preocupados com o "cidadão comum e branco" :!:
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor Arp » Sábado 8 Novembro 2008, 11:04

Claro que há quem esteja, o que é diferente de "os gajos por lá também estão".
Quando toca a preconceitos, não há racismo (ou raça), nacionalismo (ou nação) nem homofobia (ou género) que escape.
Os tabus, em maior ou menor escala, são universais, contrariamente ao que li algures, faz tempo, de um amigo profissional do volante...
.
fiquei completamente parvo a olhar para elas, falavam de uma coisa intima abertamente e sem qualquer problema, estou, ou estamos muito atrasados em relação a este povo, qualquer conversa que tenham, fazem-no sem problema, não há tabus.

...a Angola do Arp, o Brasil do Arp, o Portugal do Arp, enfim, o Mundinho do Arp felizmente não se condiciona às ideias do Arp e ainda bem. Seria uma sensaboria.

Isto sem prejuízo de concordar com uma boa parte do que o meu amigo citado escreveu.
:grin:
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor Scalabis » Sábado 8 Novembro 2008, 11:36

Arp Escreveu:
Claro que há quem esteja, o que é diferente de "os gajos por lá também estão".
Quando toca a preconceitos, não há racismo (ou raça), nacionalismo (ou nação) nem homofobia (ou género) que escape.
Os tabus, em maior ou menor escala, são universais, contrariamente ao que li algures, faz tempo, de um amigo profissional do volante...
.
fiquei completamente parvo a olhar para elas, falavam de uma coisa intima abertamente e sem qualquer problema, estou, ou estamos muito atrasados em relação a este povo, qualquer conversa que tenham, fazem-no sem problema, não há tabus.

...a Angola do Arp, o Brasil do Arp, o Portugal do Arp, enfim, o Mundinho do Arp felizmente não se condiciona às ideias do Arp e ainda bem. Seria uma sensaboria.

Isto sem prejuízo de concordar com uma boa parte do que o meu amigo citado escreveu.
:grin:


Citar alguém e omitir a sua fonte, é plágio 8-)

Já agora e a titulo de curiosidade, ontem aprendi outra e que tem a ver com outras intervenientes mas dentro da mesma area de movimentação :grin:

Jet-Lag, relacionado com a prestação de um cliente :mrgreen: adivinhem o que é :risada:
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Re: Tempos de mudança

Mensagempor Arp » Sábado 8 Novembro 2008, 11:56

Tens razão... :oops:

LUIS ALEXANDRE, EM HTTP://VAIDERASTOS.BLOGSPOT.COM Escreveu:fiquei completamente parvo a olhar para elas, falavam de uma coisa intima abertamente e sem qualquer problema, estou, ou estamos muito atrasados em relação a este povo, qualquer conversa que tenham, fazem-no sem problema, não há tabus.

Se calhar algum cliente que tentou fora da hora habitual e falhou, devido ao tal de jet-lag. :?:
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