Os custo da cultura

Os custo da cultura

Mensagempor nick » Quinta-Feira 24 Abril 2008, 17:01

http://www.jornaldenegocios.pt/303973.html
A Fundação Casa da Música vai auferir 11,5 milhões de euros em 2008, no âmbito da proposta do Orçamento do Estado. O Centro Cultural de Belém recebe menos - são 7,9 milhões de euros previstos.
A Fundação Casa da Música é mencionada nas dotações previstas no âmbito do Capítulo 50º do Orçamento do Estado. Do Ministério da Cultura, via "orçamento de funcionamento" da secretaria-geral, recebe nove milhões de euros. Aufere ainda outros 2,5 milhões de euros da mesma fonte.
Ambas destinam-se ao objectivo de "financiamento da actividade". O mesmo âmbito tem a verba destinada à Fundação Centro Cultural de Belém, de 7,9 milhões de euros.


http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?ar ... =26&tema=7
...As entradas, no total de 1.130.222, canalizaram-se, entre 2005 e 2008, para concertos (486.560), visitas guiadas (143.662) e em visitas livres (cerca de meio milhão)...

http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx ... tId=243347
...Só em 2007 passaram pela Casa da Música mais de 170 mil espectadores.

Pois. Mas 11.500.000/170.000~67 euros.
Dividido o subsidio da casa da musica pelo numero de espectadores vemos que cada bilhete acaba por ser subsidiado em cerca de 67 euros, 11 contos.
É a cultura. A cultura das classes com maior poder social, economico, politico. São essas que frequentam a casa da musica, são essas que conseguem manobrar os cordinhos do poder e fazer com que este subsidie os seus gostos. E tipicamente não vão apenas a um espectaculo por ano, cada um dos escassos frequentadores pode muito bem acabar o ano tendo visto os seus espectaculos graças a 200, 300 ou 500 euros de subsisdios estatais.
Eu até concordo que existam subsidios à cultura, mas é necessario um minimo de racionalidade economica e estas instituições não podem viver à custa de subsidios excessivos.
Alias a cultura musical em musical é em grande parte divulgada pelas bandas filarmocias (principalmente por estas) e pelos grupos corais das igrejas. Mas quem faz partes destes grupos não tem grande poder social, politico ou economico, por isso na maior parte dos casos nem tostões recebem de subsidio, quanto mais milhões.
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Re: Os custo da cultura

Mensagempor Novato » Quinta-Feira 24 Abril 2008, 17:53

nick Escreveu:Aliás, a cultura musical é, em grande parte, divulgada pelas bandas filarmónicas (principalmente por estas)


clarinetista ao poder, já (ou não fosse amanhã o dia que é)
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Re: Os custo da cultura

Mensagempor Novato » Quinta-Feira 24 Abril 2008, 17:58

e aprende a fazer contas. não são 11.500.000/170.000=67 euros, mas sim 11.500.000,00/por mais de 170.000= < 67,00.
faz toda a diferença.

já agora, dada a proximidade, nessa verba não estará nada incluído para ajudar os Loureiros, perdão, o Boavista. esses é que deram música aos axadrezados. e, por falar nisso, como é que tem corrido o movimento de solidariedade?
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Re: Os custo da cultura

Mensagempor nick » Quinta-Feira 24 Abril 2008, 20:12

Aprende tu a fazer contas, ainda que fossem 175.000 daria quase 66 euros por bilhete. Faz uma diferença do caneco.
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Re: Os custo da cultura

Mensagempor Novato » Quinta-Feira 24 Abril 2008, 22:47

se são + de 175.000, pode ser a quantidade que quisermos. por isso, repito, refaz as contas pois, para mim, são cerca de 500.000.
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Re: Os custo da cultura

Mensagempor zézen » Sexta-Feira 25 Abril 2008, 09:12

nick Escreveu:...Alias a cultura musical em musical é em grande parte divulgada pelas bandas filarmocias (principalmente por estas) e pelos grupos corais das igrejas.


Não haja duvida que a projecção da cultura de um país e de uma cidade como a do Porto se faz com as filarmónicas e com a padralhada. :o
Ninguém os impede os clarinetistas de irem à casa da musica e à casa do ti caváco em Belém. :content: :content: :content:

Para a padralhada só cianeto :twisted: :014:


8-) :whistle:
a.o.s., foi, é, e serà sempre, um F.D.P.
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Re: Os custo da cultura

Mensagempor Reboredo » Sexta-Feira 25 Abril 2008, 11:16

nick escreveu:

Alias a cultura musical em musical é em grande parte divulgada pelas bandas filarmocias (principalmente por estas) e pelos grupos corais das igrejas. Mas quem faz partes destes grupos não tem grande poder social, politico ou economico, por isso na maior parte dos casos nem tostões recebem de subsidio, quanto mais milhões.



Não é difícil estar de acordo com o nick quanto à atribuição discricionária de subsídios à casa da cultura do Porto. Mas é fácil estar em desacordo com o nick quanto à forma redutora de cultura com base nas bandas de música e coros de igreja! Então o Santo Amaro de Oeiras, os Jograis, o Folclore como ciência das tradições, crenças, costumes e artes populares, o grupo de cavaquinhos de Braga, etc., etc., etc., tem que ser tidos em conta num panorama cultural muito mais abrangente como forma de despertar o interesse do Povo por formas de cultura mais eruditas.

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Re: Os custo da cultura

Mensagempor nick » Segunda-Feira 28 Abril 2008, 14:13

Novato, no ensino elementar aprendesse a fazer arredondamentos. Quando se diz mais de 170 mil significa uma valor entre 170 mil e 175 mil.
Zeben, isso é que é elitismo. Tipico da mentalidade de pseudo-esquerda. A cultura do povo não tem valor. Para a pseudo-esquerda vale mais uma casa da musica frequentada por 3 ou 4 dezenas de milhares de pessoas (não devem passar disso, o resto são as visitas repetidas das mesmas pessoas) a ouvir outros cantar e tocar que ter milhares de pessoas a cantarem e tocarem eles proprios.
Reboredo, obviamente que a divulgação não se resume a bandas filarmocias e coros paroquiais. Há muitos grupos e escolas de musica por esse pais fora. Grupos que funcionam quase sem apoios e todos somados fazem mais que a casa da musica. Essa é que é o problema.
A casa da musica produz-divulga produtos culturais para elites, elites que conseguem manipular o poder para subsidiarem os seus gostos. Subsidiarem generosamente.
No entanto acho que se formos a ver, tudo somadinho, as bandas filarmonicas contribuem mais para a cultura musical erudita da população que a casa da musica. Mas são de pés-rapados sem poder politico.

Mas enfim, acham perfeitamente normal que se atribuam 2,3 milhões de contos de subsidios anuais a uma instituição para esta fazer espectaculos caros para elites que por sua vez os irão pagar por 1/10 do seu custo real.
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Re: Os custo da cultura

Mensagempor Novato » Segunda-Feira 28 Abril 2008, 14:23

nick Escreveu:Novato, no ensino elementar aprendesse a fazer arredondamentos.


e, às vezes, também aprendesse a escrever. ai aprendesse, aprendesse.


nick Escreveu:Quando se diz mais de 170 mil significa uma valor entre 170 mil e 175 mil.


rigorosamente entre 170 mil e 174 mil novecentos e noventa e nove.
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Re: Os custo da cultura

Mensagempor Reboredo » Segunda-Feira 28 Abril 2008, 18:33

nick escreveu:


A casa da musica produz-divulga produtos culturais para elites, elites que conseguem manipular o poder para subsidiarem os seus gostos. Subsidiarem generosamente.



acham perfeitamente normal que se atribuam 2,3 milhões de contos de subsidios anuais a uma instituição para esta fazer espectaculos caros para elites que por sua vez os irão pagar por 1/10 do seu custo real.



nick,

se os produtos culturais são de qualidade o subsídio não é muito se tivermos em conta que o custo do bilhete é 1/10 do custo real. O que é necessário fazer e tornar a Casa da música popular e não uma "instituição" de que as pessoas desconfiam e vais ver que o POVO gosta de ver e escutar melodias de danças populares checas que o compositor Antonin Dvorák (1840-1904) utiliza em seu belo quinteto para piano e cordas. Como, por exemplo, a "furiant", uma trepidante dança checa com um balanço parecido com o da valsa vienense. Ou a obra do compositor vienense Gustav Mahler (1860-1911) de música de câmara (ele é celebrado por seu imponente ciclo de nove sinfonias). O seu quarteto para piano e cordas, escrito aos 16 anos, quando ele ainda era um estudante, só foi "descoberto" e tocado em público há pouco mais de trinta anos, em 1973.

Ou as obras do gênio portenho Astor Piazzolla (1909-1998). Estes magníficos exemplos de seu "tango nuevo" mostram como esta música se apropria de uma dimensão trágica universal como a do tango e a combina com uma música ao mesmo tempo envolvente e inovadora. Atenção para a abertura sobre temas de "Invierno Porteño", uma das quatro estações de Buenos Aires que Piazzolla tão bem retratou musicalmente.

A chamada grande música, ou erudita, ou de concerto, ou clássica, sempre funcionou, de Bach a Stravinsky, assim: bebe no folclore das diversas culturas, nutre-se de sua diversidade para criar músicas mais grandiosas e ambiciosas.

O pianista de jazz norte-americano Uri Caine adota este mesmo procedimento, só que no caminho inverso: ele se alimenta das grandes obras-primas do cânone da música ocidental. Só que as distorce e desqualifica, gerando novas obras-primas.

Caine retrabalha um movimento da "Sinfonia nº 1 - Titã" e o célebre "Adagietto" da Sinfonia nº 5, que o cineasta Lucchino Visconti utilizou como trilha sonora de seu filme "Morte em Veneza". E duas canções de ciclos famosos de obras originais para canto e orquestra.

Algumas peças para piano solo do ciclo "Moloch" de John Zorn, um dos mais notáveis criadores da música experimental nova-iorquina sem fronteiras. Um passeio por algumas das mais conhecidas melodias de Wolfgang Amadeus Mozart - como a marcha turca da sonata K. 331, o allegro da sonata K. 545, o molto allegro da Sinfonia nº 40 e a famosíssima ária da rainha da noite, da ópera "A Flauta Mágica"

Johannes Brahms (1833-1897) usa e abusa de um tema cigano em seu quarteto para piano e cordas, e o nosso Heitor Villa-Lobos (1887-1959) brinca com a malemolência tipicamente brasileira adicionando-lhe pitadas de Johann Sebastian Bach em suas Bachianas Brasileiras. Tom Jobim, um olho no Jardim Botânico, outro no Cristo Redentor, arrisca melodias amplas e belas, flertando ao mesmo tempo com o popular e o erudito, como faz também com toques de gênio Kurt Weill. Este é o status abençoadamente eclético da música, onde cabem o forró de Luiz Gonzaga, o frevo frenético de Gilberto Gil e o xote de Nelson Ayres. De que música estamos falando? Da música de qualidade, sem fronteiras.

A sonoridade do saxofone-alto de Konitz não tem vibrato e se aproxima bastante do modo francês de tocar sax. Inventado em 1842 e rapidamente agregado à orquestra sinfônica, o sax é também instrumento-chave na história do jazz, de Charlie Parker a Sonny Rollins, de John Coltrane a Lee Konitz.

O universo da música francesa de câmara e o jazz, também camerístico, tal como Lee Konitz o pratica há sessenta anos. O clássico quarteto para piano e cordas de Gabriel Fauré (1845-1924) dá o tom a uma apresentação dofrancês, Claude Debussy (1862-1918), ensaia uma "Valse Romantique" e até uma "Rêverie".

o amor e a dança parecem ser as primeiras matérias-primas ou pelo menos as mais profundas inspirações para músicas de enorme qualidade de invenção. A dança está presente quase sempre no segundo sexteto de Brahms para cordas, escrito para pares de violinos, violas e violoncelos. Ele ora brinca com a gavota, uma dança barroca do século 18, ora lembra a dança folclórica checa "furiant" (num ¾ que a torna muito parecida com a valsa vienense). E o amor é mote contínuo do sexteto-abertura da ópera "Capriccio" de Richard Strauss (1864-1949).

Nos choros brasileiros, dança e amor juntam-se em doses variáveis em cada uma destas gemas da música popular brasileira. Um passeio ao mesmo tempo curtido e rigoroso, porque é conduzido por Maurício Carrilho, o mais sério pesquisador do choro e das nossas músicas populares. A começar com os dois pioneiros da nossa música, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Ela, primeira maestrina, feminista e autora de obras-primas como o tango brasileiro "Gaúcho"; ele, "pianeiro" carioca da gema, soube misturar, numa alquimia genial, pitadas de Chopin com o swing da autêntica música popular do início do século 20. Joaquim Callado (1848-1880), o primeiro grande nome do choro, assina uma coreográfica quadrilha, "Flores do Coração" e Anacleto de Medeiros (1866-1907) o "schottisch" ou xote "Implorando". Carrilho inclui "Cochichando" de Pixinguinha, o maior gênio que o choro produziu; e conclui com duas composições próprias, atestando a vitalidade do choro neste século 21.

A clarineta tem uma enorme diversidade de timbre: no registro grave, tem timbre profundo, quase cavernoso; o registro médio é mais claro, sem deixar de ser aveludado; e no registro agudo o timbre assume-se irônico, sarcástico, cômico. Estas definições, retiradas de um dicionário técnico, mostram bem por que a clarineta é o mais completo dos instrumentos de sopro de madeira.

A mesma diversidade aparece nas andanças da clarineta pelas músicas do mundo. Ela encantou Mozart, no final do século 18, rendendo um quinteto e um concerto célebres; e um século depois seduziu Brahms. Ele se aposentou em 1891, aos 58 anos - foi passar férias sem data para acabar em Bad Ischl, na Alemanha, onde há um maravilhoso lago. Mas a arte de um clarinetista, Richard Mühlfeld, apaixonou-o a tal ponto que ele voltou à ativa com um quinteto para clarineta e cordas que é uma verdadeira declaração de amor à música e ao instrumento. O clarinetista francês Romain Guyot sola a clarineta, ao lado dos Solistas Itaú Personnalité.

Desde o início do século 20 a clarineta parecia estar em todos os lugares. Ao norte do equador, já era instrumento obrigatório no jazz nascente de New Orleans, coroando, décadas mais tarde, "rei do swing" um de seus instrumentistas, Benny Goodman; ao sul, já participava das rodas de choro cariocas, foi decisiva na genial música de Pixinguinha nos gloriosos anos 30/40, até desembocar num de seus mais qualificados virtuoses da atualidade, Paulo Sérgio Santos.

Acompanhado pelo violão de Caio Márcio, Paulo Sérgio conta a história da clarineta à brasileira, de Pixinguinha ("Segura Ele" e "Gargalhada") a Guinga ("Nítido e Obscuro"), passando por composições próprias ("Choro Sambado" e "Marshixe"), de Edu Lobo ("Beatriz") e fazendo um tributo imperdível a um gênio do instrumento, K-Ximbinho, autor de "Ternura".

A clarineta tem uma enorme diversidade de timbre: no registro grave, tem timbre profundo, quase cavernoso; o registro médio é mais claro, sem deixar de ser aveludado; e no registro agudo o timbre assume-se irônico, sarcástico, cômico. Estas definições, retiradas de um dicionário técnico, mostram bem por que a clarineta é o mais completo dos instrumentos de sopro de madeira.

A mesma diversidade aparece nas andanças da clarineta pelas músicas do mundo. Ela encantou Mozart, no final do século 18, rendendo um quinteto e um concerto célebres; e um século depois seduziu Brahms. Ele se aposentou em 1891, aos 58 anos - foi passar férias sem data para acabar em Bad Ischl, na Alemanha, onde há um maravilhoso lago. Mas a arte de um clarinetista, Richard Mühlfeld, apaixonou-o a tal ponto que ele voltou à ativa com um quinteto para clarineta e cordas que é uma verdadeira declaração de amor à música e ao instrumento. O clarinetista francês Romain Guyot sola a clarineta, ao lado dos Solistas Itaú Personnalité.

Desde o início do século 20 a clarineta parecia estar em todos os lugares. Ao norte do equador, já era instrumento obrigatório no jazz nascente de New Orleans, coroando, décadas mais tarde, "rei do swing" um de seus instrumentistas, Benny Goodman; ao sul, já participava das rodas de choro cariocas, foi decisiva na genial música de Pixinguinha nos gloriosos anos 30/40, até desembocar num de seus mais qualificados virtuoses da atualidade, Paulo Sérgio Santos.

Acompanhado pelo violão de Caio Márcio, Paulo Sérgio conta a história da clarineta à brasileira, de Pixinguinha ("Segura Ele" e "Gargalhada") a Guinga ("Nítido e Obscuro"), passando por composições próprias ("Choro Sambado" e "Marshixe"), de Edu Lobo ("Beatriz") e fazendo um tributo imperdível a um gênio do instrumento, K-Ximbinho, autor de "Ternura".

(in-classicos/personnalite)

Todo isto e muito mais menos pimba.

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