São €uros senhor, são €uros...

Re: São €uros senhor, são €uros...

Mensagempor Arp » Sábado 2 Janeiro 2010, 04:20

XôZé Escreveu:Sabes quem é que proferiu tão inteligente palavreado? :twisted:


Só podia ter origem num génio que nunca tem dúvidas e se ele, que nunca se engana, o disse, que se lixe o Wall Street Journal. :whistle:

Que não te passe pela cabeça tirar os manuais do WC.
:mrgreen:
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Re: São €uros senhor, são €uros...

Mensagempor Reboredo » Sábado 2 Janeiro 2010, 11:41

Sabes quem é que proferiu tão inteligente palavreado? :twisted:


o mestre escola acabado Silva :whistle: :risada:

A matemática é uma ciência exacta. A contabilidade é o que o:
PhD em Economia pela Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, 1985.
Dissertação de doutoramento: "Three Essays on Portuguese Monetary Economics", 1985.
Equivalência ao grau de doutor em Economia, Universidade do Porto, 1986.
Licenciatura em Economia pela Universidade do Porto, 1973. Fernando Teixeira dos Santos quiser.
Sempre sempre não, mas sempre sempre até é bom.
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Re: São €uros senhor, são €uros...

Mensagempor zézen » Sábado 2 Janeiro 2010, 13:12

Tanto bla bla, para dizerem que com ou sem dinheiro, trabalhando ou não, com ou sem capacidade, todos querem chegar ao topo.
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Re: São €uros senhor, são €uros...

Mensagempor Arp » Quarta-Feira 17 Março 2010, 20:51

Imagem
O PEC peca por parco

Aquilo que os portugueses têm à cintura já não é um cinto há algum tempo: é um garrote.


É irónico que os problemas económicos possam ser responsáveis pelas maiores desigualdades sociais mas que a economia, enquanto ciência, seja tão igualitária. Alguns dos maiores especialistas em economia previram tanto como eu o aparecimento da crise. A economia tem essa característica fascinante: por muito que alguém se dedique a estudá-la, aparentemente continua a ser um leigo. Um grande administrador tem tanta dificuldade em evitar a calamitosa falência de um banco como um merceeiro versado apenas em contas de somar. Por isso, é com a consciência invulgarmente tranquila que me dedico à análise económica: na pior das hipóteses, os meus comentários farão tão pouco sentido como os de um professor de economia.
Quando o governo propôs o Programa de Estabilidade e Crescimento, a minha primeira impressão foi a de que o PEC tinha um E a mais. Duvido de que a nossa economia precise da ajuda de um programa para estabilizar, uma vez que se encontra estável (no sentido em que um paciente em estado comatoso se mantém estável) há muitos anos. As críticas de alguma oposição parecem-me ainda menos pertinentes. É falso que o Programa de Estabilidade e Crescimento obrigue uma parte significativa dos portugueses a apertar o cinto. E é falso sobretudo na medida em que aquilo que os portugueses têm à cintura já não é um cinto há algum tempo: é um garrote. O que vai ser preciso apertar agora é o garrote.
O grande raciocínio que sustenta a actual estratégia económica é importado da caça: o importante é não afugentar. Não convém taxar os lucros dos bancos e das grandes empresas para não afugentar o investimento. É desaconselhável taxar as transacções da bolsa para não afugentar o capital. Quem sobra? Os trabalhadores - que, além de serem muitos, são gente que não se deixa afugentar, porque precisa mesmo do emprego. Um trabalhador por conta de outrem trabalha, na verdade, por conta de dois, digamos, outrens: por conta do empregador e por conta do Estado. São os trabalhadores, e não as empresas e os bancos, os grandes "criadores de riqueza". Criam a riqueza dos patrões e a do Estado, que depois toma essa parte da riqueza e a devolve às empresas e aos bancos, sob a forma de nacionalização do que der prejuízo e privatização do que der lucro. Nota-se muito que estou a assobiar a Internacional enquanto escrevo isto?
A política fiscal é igualmente clara: as pessoas que ganham menos do que eu pagam menos impostos do que eu; a generalidade das que ganham mais também paga menos impostos do que eu. O governo alega que irá aumentar a taxa de impostos a quem ganha mais de 150 mil euros por ano, o que seria uma excelente medida, mas não é exactamente verdadeiro. O governo vai aumentar a taxa de impostos a quem declara mais de 150 mil euros por ano, o que é ligeiramente diferente. Não há assim tantos contribuintes nessas condições.
Resta a consolação de constatar que o congelamento dos salários dos funcionários públicos não é uma medida assim tão áspera. Os salários, a bem dizer, têm estado no frigorífico. Não vão propriamente sofrer um choque térmico.

http://aeiou.visao.pt/o-pec-peca-por-parco=f551281
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Re: São €uros senhor, são €uros...

Mensagempor B de Berarda » Sábado 17 Abril 2010, 15:16

Excelente texto, magistralmente escrito - obrigada ARPinho. Imagem - digam lá, de vossa justiça, se aqui na foto, o ARPinho até não parece o tio Adolfo?! :risada:
Como vou ter de sair, vou ler em diagonal o resto dos posts e mais tarde volto cá... para acrescentar qualquer coisinha! ;)
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Re: São €uros senhor, são €uros...

Mensagempor zézen » Terça-Feira 18 Maio 2010, 05:46

Gesendet: Montag, 17. Mai 2010 11:43
Betreff: Diário da República nº 28 – I série

Diário da República nº 28 – I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 – RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.

Poderão aceder através do site http://WWW.dre.pt

Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica

1 – Vencimento de Deputados ………………………12 milhões 349 mil Euros
2 – Ajudas de Custo de Deputados……………………2 milhões 724 mil Euros

3 – Transportes de Deputados ………………………3 milhões 869 mil Euros
4 – Deslocações e Estadas …………………………2 milhões 363 mil Euros

5 – Assistência Técnica (??) ………………………2 milhões 948 mil Euros
6 – Outros Trabalhos Especializados (??) ……………3 milhões 593 mil Euros

7 – RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA…………..961 mil Euros
8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares……………..970 mil Euros

9 – Equipamento de Informática …………………….2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) ……………………..2 milhões 420 mil Euros

11- Edificios ……………………………………2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer’s (??) Diversos (??)………………….13 milhões 506 mil Euros

13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ………………16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ….73 milhões 798 mil Euros

NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :€ 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) – Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 – 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

Nota zézen: Comissão de inquérito, jà !
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