Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor nick » Segunda-Feira 20 Abril 2009, 13:37

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maximiliano_Kolbe

São Maximiliano Kolbe nascido Rajmund Kolbe, O.F.M. Conv. (Zduńska Wola (Polónia), 8 de Janeiro de 1894 – Auschwitz, 14 de Agosto de 1941), foi um frade franciscano da Polónia que se voluntariou para morrer de fome em lugar de um pai de família no campo de concentração nazi de Auschwitz, como castigo pela fuga de um prisioneiro.

Franciscano desde 1907, fundou em 16 de Outubro de 1917 a Milícia da Imaculada, associação destinada ao apostolado católico e mariano. Instalou uma tipografia católica e editou a revista mariana "Cavaleiro da Imaculada" que alcançou a tiragem de um milhão de exemplares. Chegou a instalar uma emissora de rádio e a estender suas atividades apostólicas até o Japão: entre 1930 e 1936 foi missionário em Nagasaki.

Durante a Segunda Guerra Mundial deu abrigo a muitos refugiados, incluindo cerca de 2000 judeus. Em 17 de Fevereiro de 1941 é preso pela Gestapo, já que os nazistas temiam a sua influência na Polónia. É transferido para Auschwitz em 25 de Maio como prisioneiro #16670.

Em Julho de 1941, um homem do bunker de Kolbe foge e como represália, os nazis enviam para uma cela isolada 10 outros prisioneiros para morrer de fome e sede (o prisioneiro fugitivo é mais tarde encontrado morto, afogado numa latrina). Um dos dez lamenta-se pela família que deixa, dizendo que tinha mulher e filhos, e Kolbe pede para tomar o seu lugar. O pedido é aceite. Na realidade, o Padre Kolbe aceitava o martírio para praticar heroicamente seu múnus sacerdotal, dando assistência religiosa e ajudando a morrer virtuosamente aqueles pobres condenados. Duas semanas depois, só quatro dos dez homens sobrevivem, incluindo Kolbe. Os nazis decidem então executá-los com uma injecção de ácido carbólico.

Foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 10 de Outubro de 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, o homem cujo lugar tomou e que sobreviveu aos horrores de Auschwitz.

Em Julho de 1998 a Igreja de Inglaterra ergueu uma estátua de Kolbe em frente à Abadia de Westminster em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado à memória de dez mártires do século XX.
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor nick » Quinta-Feira 4 Junho 2009, 15:38

http://zenit.org/article-21712?l=portuguese

Sacerdote morre no final dos combates do Sri Lanka

O arcebispo de Colombo afirma que a guerra ainda não terminou

COLOMBO (Sri Lanka), quinta-feira, 28 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Um dos sete sacerdotes que permaneceram com os refugiados presos do Sri Lanka até o final dos combates entre as forças governamentais e os rebeldes separatistas faleceu no último dia da batalha e seu corpo foi enterrado nesta terça-feira.

O Pe. Mariampillai Sarathjeevan, de 41 anos, optou por ficar com as pessoas presas na “área de segurança” até 18 de maio, dia em que acabaram os confrontos entre os militares do Sri Lanka e os rebeldes “Tigres tâmeis”.

Ele o fez apesar do perigo, já que o conflito se havia transladado a esta região.

Segundo um comunicado de imprensa publicado na página da arquidiocese de Colombo, ele morreu ao acabar a batalha, por um ataque ao coração, quando deixava a zona de guerra com os últimos refugiados.

O sacerdote tâmil, missionário oblato de Maria Imaculada, era pároco em Kilinochchi e havia estado com os civis desde o princípio dos combates.

O comunicado indica que morreu no caminho, extenuado por meses de privação, constantes ataques aéreos e bombardeios.

Foi transladado ao hospital de Vavuniya, onde alguns dos 280 mil refugiados da guerra encontraram temporariamente um lar.

Durante o funeral do sacerdote, celebrado em Colombo, leu-se uma carta em sua honra, de seu amigo, o Pe. David Manuelpillai.

A carta assinala: “Seguindo os passos do Senhor e mestre, nosso Senhor Jesus Cristo, ele disse: ‘não deixarei minha gente’; essas palavras de determinação e compromisso, por parte de uma pessoa que tinha seis anos de sacerdócio, são exemplares”.

Não acabou

O arcebispo de Colombo, Dom Oswald Gomis, declarou ao acabar o conflito: “Estamos realmente muito contentes de que a guerra tenha terminado e as forças de segurança do governo tenham podido libertar todos os civis inocentes que estavam presos na batalha”.

E acrescentou: “Poderíamos dizer que ganhamos a batalha, mas a guerra não acabou”.

O prelado afirmou que esta guerra acabará “só no dia em que crescermos em uma nação, reconhecendo que todos nós somos uma população e um país com os mesmos direitos”.

E concluiu: “Todos nós devemos compartilhar a culpa de nossa divisão e perdoar-nos; devemos ter humildade e sabedoria para aprender das tristes experiências do passado”.
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor Umbelina » Quinta-Feira 4 Junho 2009, 23:17

No século XVIII a Igreja Católica escreve um dos seus mais negros capítulos, através da chamada inquisição, ou tribunal do Santo Ofício, cujo objectivo era combater os Hereges, ou seja, aqueles de professavam uma doutrina contrária ao que pregava a Igreja Católica.

Ao chegar a idade média, a Igreja Católica era tão poderosa e rica como os maiores monárquicos da época.




A Inquisição e os Cristãos Novos

Nesse tempo a Igreja Católica era muito poderosa e não admitia outras religiões. Por esse motivo os judeus foram obrigados a converter-se renegando as suas tradições, mas continuavam a praticá-las secretamente. Chamavam-se Cristãos Novos.
Para obrigar as pessoas a respeitar a religião, criou-se a Inquisição. Era uma espécie de tribunal onde se torturavam e condenavam à fogueira aqueles que não seguissem os princípios religiosos da igreja católica. Como em Espanha a inquisição apareceu primeiro, os cristão novos perseguidos fugiram para Portugal. Foi o caso da família de Garcia da Orta que se fixou na fronteira espanhola, em Castelo de Vide.
Os cientistas também eram muitas vezes perseguidos e queimados vivos porque as suas ideias e descobertas iam contra o que estava nas sagradas escrituras e isso não era tolerado pela igreja.
Garcia da Orta era cientista e cristão novo, por isso ele e a sua família foram perseguidos. Terá sido esse motivo que o levou a viajar para Goa, na Índia, mas nem assim se livrou do ódio da Inquisição.
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor Arp » Sexta-Feira 5 Junho 2009, 21:52

Não encontraste estas calúnias desviantes no Zenit.org, pois não? :shock:
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor zézen » Sábado 6 Junho 2009, 09:57

nick Escreveu:http://zenit.org/article-21712?l=portuguese

Sacerdote morre no final dos combates do Sri Lanka


Coitadiiiinho :o

(by, zézen.org)
:whistle:
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor nick » Segunda-Feira 8 Junho 2009, 08:22

não sei de onde foi tirado o texto mas ele prestasse a confusões/erros basicos.

Para começar a inquisição portuguesa foi instituida em 1531, anulada no ano seguinte, e restaurada em 1536. Logo bem fora da idade media, que durou de 476 a 1453.
A conversão forçada dos judeus foi imposta pelo rei D. Manuel I em 1497 (por sua vez tinha-lhe sido imposta pela noiva, a princesa espanhola, no contrato de casamento). Muitos dos que fugiram de portugal foram refugiar-se nos estados pontificios.
Durante a idade média os judeus eram bastante tolerados, provavelmente constituiam mais de 10% da população portuguesa. É com a construção do estado moderno, com a passagem do estado medieval, feudal e com poder distribuido por muitos senhores, para o absolutismo monarquico, que a pressão para uniformizar a sociedade aumenta. Isto em conjunto com o aumento do sentimento anti-judaico resultado em grande parte do facto dos judeus serem os donos da banca. Para a aventura das descobertas e comercio maritimo portugal e os portugueses endidaram-se muito. Ora na epoca, até pelos riscos de não virem a cobrar as dividas os juros eram elevados. A prosperidade economica judaica derivada da cobrança dos usuraria dos emprestimos alimentaria o ódio contra os judeus em espanha e portugal. Este ódio veio a culminar em Portugal com o massacre de Lisboa em 1506.
A inquisição iberica dirige-se principalmente contra os cristãos novos, ou seja judeus convertidos à força. Mas que eu saiba nem a inquisição iberica nem nenhuma outra queimou um cientista que fosse por causa das suas descobertas. (e não bruno, não era nenhum cientista).
Mas a inquisição portuguesa perseguiu pessoas mais celebres que garcia da orta. O mais celebre dos perseguidos da inquisição portuguesa foi o genial Padre António Vieira (nas palavras de Fernando Pessoa o imperador da lingua portuguesa) salvo o erro preso por 2 vezes pela inquisição. Vieira consegue posteriormente que o Papa suspenda os autos de fé em Portugal (foi sol de pouca dura) e ser isento da jurisdição da inquisição (outro papa revogará esta decisão). Também a perseguição ao Padre António Vieira teve raiz religiosa. Pelos seus principios religiosos o Padre António era um forte opositor à forma como a colonização do brasil se estava a fazer, em particular era um acerrimo defensor dos indios, que muitos colonos tentavam reduzir à escravatura. Isto (e outras coisas mais) incitava contra ele os ódios dos colonos.
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor Arp » Quarta-Feira 21 Outubro 2009, 12:14

Padre é preso na Itália por participar de genocídio em Ruanda

ROMA (Reuters) - A polícia italiana prendeu um padre que servia em uma igreja toscana sob acusações de envolvimento no genocídio de Ruanda em 1994, disse a agência de notícias Ansa nesta terça-feira.
Emmanuel Mihigo Uwayezu, de 47 anos, nega a acusação e diz que tentou salvar vidas durante o genocídio, quando cerca de 800 mil tutsis e hutus politicamente moderados foram assassinados.
Em maio, o grupo African Rights acusou Uwayezu, um hutu, de estar envolvido no massacre de 80 jovens tutsis no sul de Ruanda, disse a agência.
Uwayezu, que trabalhava na Itália há mais de 12 anos e servia como padre em uma igreja da cidade de Empoli, na Toscana, foi preso a pedido das autoridades ruandesas.
Ele está em custódia esperando extradição, disse a polícia.
(Reportagem de Silvia Ognibene)


http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo ... d=22344051
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor zézen » Quarta-Feira 21 Outubro 2009, 16:02

Uma monstruosa "Casa Pia" na "piedosa" Irlanda

Já antes do Relatório Ryan de Maio de 2009, vária literatura, livros, reportagens e testemunhos, tinham dado conta da "traição do Estado da catolicíssima Irlanda em conluio com a Igreja" que reduziu, em colégios religiosos apoiados pelo Estado, milhares de crianças, as mais desprotegidas e abandonadas, ao trabalho escravo, aos abusos sexuais e toda a casta de maus tratos, em especial às que não tinham família ou às que não recebiam visitas e a quem faziam crer que a não tinham.

O horror em "escolas" onde as crianças eram mantidas no analfabetismo e eram espancadas e aterrorizadas se não cumpriam as metas de trabalho estabelecidas. Eram escondidas do mundo exterior do qual tudo ignoravam. Hoje na grande reportagem do DN aqui e aqui ou guardado aqui e aqui.

http://puxapalavra.blogspot.com/
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor XôZé » Quarta-Feira 21 Outubro 2009, 19:59

zézen Escreveu:Uma monstruosa "Casa Pia" na "piedosa" Irlanda

Já antes do Relatório Ryan de Maio de 2009, vária literatura, livros, reportagens e testemunhos, tinham dado conta da "traição do Estado da catolicíssima Irlanda em conluio com a Igreja" que reduziu, em colégios religiosos apoiados pelo Estado, milhares de crianças, as mais desprotegidas e abandonadas, ao trabalho escravo, aos abusos sexuais e toda a casta de maus tratos, em especial às que não tinham família ou às que não recebiam visitas e a quem faziam crer que a não tinham.

O horror em "escolas" onde as crianças eram mantidas no analfabetismo e eram espancadas e aterrorizadas se não cumpriam as metas de trabalho estabelecidas. Eram escondidas do mundo exterior do qual tudo ignoravam. Hoje na grande reportagem do DN aqui e aqui ou guardado aqui e aqui.

http://puxapalavra.blogspot.com/


Eu vi um filme em tempos sobre essa realidade.

Impressionante! :o

Tá aqui :arrow: viewtopic.php?f=43&p=21764#p21764

...E recomendo-o ao zézen mais que não seja para ele escrever depois um textozinho da sua autoria pois já tenho saudades. :)
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Re: Perseguidos pela sua fidelidade à fé religiosa

Mensagempor Arp » Terça-Feira 3 Novembro 2009, 22:06

Tribunal da UE decide contra crucifixos em escola na Itália

A Corte Européia de Direitos Humanos em Estrasburgo, na França, decidiu contra o uso de crucifixos em salas de aula na Itália.
Segundo a corte, a prática viola os direitos dos pais de educar seus filhos da maneira como preferem e contraria os direitos da criança de escolher livremente sua religião.
O caso foi levado ao tribunal pela mãe italiana Soile Lautsi, que quer dar a seus filhos uma educação não religiosa.
Mas a decisão provocou revolta no país de maioria católica e foi qualificada de "vergonhosa" por um político italiano.
A corte decidiu que a presença de símbolos religiosos "restringia o direito dos pais de educar seus filhos de acordo com suas convicções".
Os símbolos religiosos também restringiam "o direito da criança de acreditar ou não acreditar", declararam os sete juízes em seu veredito.
Tradição Italiana
Lautsi disse ao tribunal que suas crianças tinham de frequentar uma escola pública no norte da Itália onde havia crucifixos em todas as salas.
Ela recebeu o equivalente a quase R$ 13 mil como indenização.
A ministra da Educação da Itália, Mariastella Gelmini, argumentou que o crucifixo é um símbolo da tradição italiana e não uma marca do catolicismo. Um outro político disse que a Europa está esquecendo sua tradição cristã. O governo do país disse que vai apelar contra a decisão.
O Vaticano disse que vai estudar o caso antes de fazer comentários.
O correspondente da BBC em Roma, Duncan Kennedy, disse que é comum ver-se crucifixos em prédios públicos na Itália, inclusive em escolas, apesar de a constituição do país declarar que deve haver uma separação entre a Igreja e o Estado.
A lei determinando que crucifixos sejam pendurados em escolas data da década de 1920.
Em 1984, um acordo entre o Vaticano e o governo italiano suspendeu a posição do catolicismo como religião do Estado. A lei do crucifixo, no entanto, nunca foi alterada.
Alguns políticos conservadores italianos reclamaram a respeito do abandono, por escolas do país, de encenações do nascimento de Cristo no final do ano para não ferir os sentimentos de crianças muçulmanas.

http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo ... d=22495267
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