Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

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Mensagempor nick » Quarta-Feira 15 Abril 2009, 15:58

O mal é sempre muito mais falado que o bem.
Uma floresta cresce silenciosamente, uma multidão de boas pessoas a praticar o bem nunca são noticia. Uma que comete um crime é noticia.

Algumas pequenas boas noticias:

[url=http://zenit.org/article-21344?l=portuguese]Diocese de Nápoles criará banco de microcrédito para pobres
O arcebispo impulsionará com seu próprio dinheiro esta iniciativa contra a crise[/url]

[url=http://zenit.org/article-21324?l=portuguese]Crise: sacerdotes doam 10% de seus salários à Cáritas
A pedido dos bispos na Espanha[/url]
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor zézen » Quarta-Feira 15 Abril 2009, 17:03

Com todo o pão e suor que roubaram, bem podem dar migalhas. :twisted:
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor Arp » Sexta-Feira 17 Abril 2009, 01:05

"Vemos melhor o cisco no olho alheio que o tronco no nosso."

Esta floresta cresce com espantoso estardalhaço, no afã de replantar as árvores daninhas que caiem de podres... silenciosamente.

Pressuponho que esta notícia também venha a ser publicada no "Zenit- A Voz de Roma", devidamente tratada...



Bispo que tentou impedir aborto de criança é premiado

O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, que tentou impedir o aborto legal de uma menina de nove anos estuprada pelo padrasto e grávida de gêmeos, recebe hoje, no Recife, o Prêmio Cardeal Von Galen, concedido pela instituição norte-americana Human Life International (HLI). Sua atitude foi considerada "heroica" pela instituição, que premia atitudes em defesa da vida independente de raça, classe social ou religião.
O prêmio foi entregue pelo diretor da instituição para países de língua portuguesa, Raymond de Souza, e pelo chefe do birô da HLI em Roma, monsenhor Ignacio Barreiro-Carambula. Eles estiveram no Recife exclusivamente para prestar a homenagem ao arcebispo, que foi alvo de duras críticas dentro e fora do País por vários setores da sociedade, incluindo integrantes da igreja e o presidente Lula, especialmente depois que anunciou a excomunhão da Igreja Católica da equipe médica que fez o procedimento e da mãe que o autorizou.

"Foi uma surpresa muito grande para mim", reagiu o arcebispo, que afirmou que o prêmio não é pessoal, dele, mas da Igreja Católica. Ele lembrou que o Papa Bento XVI, em fevereiro, em conversa com o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, defendeu a vida humana "desde a concepção". Ele disse "apenas ter seguido os princípios da Igreja e do Direito Canônico." Ao destacar ter recebido solidariedade de pessoas de vários países - exemplificou com Austrália e Suécia - o arcebispo afirmou que se tivesse ficado em silêncio diante do episódio, estaria sendo cúmplice, "quase conivente". "Cumpri meu dever", resumiu.
Para Raymond de Souza, a atitude de dom José foi heroica não somente por ele ter tentado impedir o aborto, defendendo a vida de três crianças - a menina grávida e as duas crianças que estavam em seu ventre. "Ele ousou enfrentar a mídia do mundo todo, ele não teve medo da impopularidade", afirmou.

A menina, que morava em Alagoinha, no agreste pernambucano, era abusada sexualmente pelo padrasto desde os seis anos. O padrasto foi preso. O aborto foi realizado na noite do dia quatro de março no Centro Amaury de Medeiros (Cisam), depois que dom José conseguiu sustar o procedimento que seria realizado no Instituto Materno Infantil (Imip), onde a criança havia sido internada anteriormente. Não havia necessidade de autorização judicial para o aborto porque ele é permitido em casos de estupro e de risco de vida para a gestante - a menina estava enquadrada nos dois casos. O Human Life International foi fundado há 40 anos e está presente em 86 países. O prêmio Von Galen (em homenagem ao cardeal alemão que lutou contra o nazismo) foi criado há quatro anos. Seis personalidades o receberam desde então.


http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx? ... d=19240638



Só se esqueceram de premiar o energúmeno que engravidou a miúda, por tê-la violado dentro dos parâmetros... sem preservativo. Imperdoável esquecimento.
O saber, o aprender o novo, só não encontra espaço em cabeças que já estão cheias, principalmente de ideias preconcebidas.
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor nick » Sexta-Feira 17 Abril 2009, 09:21

Ficas tão obcecado com a árvore que nem consegues ver a floresta.

A desumanidade da sociedade civil
por António Barreto (socialista, ministro de governos socialista e Investigador Principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)

As vantagens, que são muitas, da cidadania laica e do Estado de protecção social não incluem a humanidade.
Por razões de ordem pessoal, tive recentemente de me ocupar de questões ligadas à assistência aos desfavorecidos e à protecção de populações em risco. Entre estas, podem contar-se os idosos (especialmente sozinhos e doentes), crianças abandonadas, filhos de pais doentes, refugiados, vítimas de violência doméstica, pobres, certos desempregados, doentes acamados, pessoas sem abrigo, viciados, drogados, hospitalizados com parentes ausentes, presos e outros. Num vasto universo de organizações civis e não--governamentais que se dedicam ao apoio e ao conforto destas pessoas, encontrei ou tomei conhecimento da existência de milhares de voluntários que gastam, por dia, mês ou ano, horas sem fim com aqueles que assistem. Além do tempo de trabalho, que não é pouco, gastam também recursos pessoais.

Mais do que tudo isso, o esforço e a energia destas pessoas, em certas circunstâncias, são impressionantes. Quando vemos grupos de rapazes e raparigas a recolher alegremente géneros nos supermercados, podemos sempre pensar que existe algo de lúdico associado à generosidade. Mas esses são momentos excepcionais. O essencial da assistência e da solidariedade é muito mais difícil. O contacto humano com acamados idosos ou doentes terminais exige resiliência moral. Trazer, durante a noite, alimentos e uma palavra aos toxicodependentes e aos sem-abrigo, frequentando os locais mais esquálidos e infectos das cidades, implica um difícil despojamento dos códigos de comportamento estabelecidos. Levar água, pão e medicamentos a crianças doentes e esfomeadas nas áreas miseráveis onde se desenrolam guerras civis de enorme crueldade pede sacrifício e capacidade para correr riscos de vida. Visitar, todas as semanas, por vezes todos os dias, presos ou doentes, sempre em ambientes de dor ou de degradação física e moral, não é um gesto ao alcance de todos.
Esta assistência, voluntária, sem remuneração, recompensa ou visibilidade, é uma das reservas de decência na nossa sociedade muito mais interessada na mercadoria ou na exibição.

Ao estudar estas actividades, dei-me conta de que a maior parte das organizações e dos voluntários tem uma qualquer inspiração religiosa. São grupos e entidades ligados às Igrejas (em Portugal, sobretudo a católica), às ordens, às comunidades religiosas, às paróquias e a outras instituições. Notei algumas de inspiração laica, movidas pela mais simples solidariedade, mas são a minoria. Conheci mesmo voluntários ateus ou agnósticos que se dedicam a esta acção com os grupos religiosos, pois os consideram mais eficientes e mais genuínos.

Fica-se com a impressão de que a segurança organizada e o reconhecimento do direito de todos à protecção não substituem, nem de longe, a assistência humana e pessoal ou, mais simplesmente, o "amor ao próximo" em nome de um deus. As vantagens, que são muitas, da cidadania laica e do Estado de protecção social não incluem a humanidade, a decência e a capacidade para resolver caso a caso as situações individuais. A solidariedade civil parece não substituir o sentimento religioso.

Nos últimos anos, por causa da crescente voracidade da imprensa, mas também graças às tendências de evolução da sociedade (com maior escrutínio da actuação pública e maior consciência dos direitos das pessoas), quase todos os dias surgem notícias que põem em causa as competências e as funções do Estado-providência. Violência e assédio a menores nas instituições públicas estiveram à cabeça da lista. Menores abandonados às bolandas entre instituições e tribunais. Crianças desaparecidas ou abandonadas. Idosos brutalizados pelas famílias ou pelas instituições. Criminalidade e doença superiores nas zonas com mais densidade de populações em risco. Expansão das doenças contagiosas nas prisões e nas instituições. Em todos os casos, um traço comum: a falta de prontidão das agências oficiais, seja dos tribunais, sejam dos institutos ou serviços especializados. De comum ainda, a incapacidade de atender as pessoas com humanidade. Nada de novo. O sentido de humanidade e a decência, assim como a solidariedade, estão nas pessoas, não nas burocracias.

"Uma esmola dada a um pobre é mais um dia de atraso na revolução", terá dito Lenine ou um dos seus amigos. A esquerda (na qual incluo todas as espécies ditas racionalistas, republicanas, laicas, socialistas ou comunistas) viveu sempre em combate contra a caridade. A seu favor, fica o papel crucial que desempenhou no reconhecimento dos direitos sociais e da igualdade entre todos os cidadãos. Assim como o seu contributo para a criação do Estado-providência. Mas, a seu desfavor, fica a desumanização da assistência aos desprotegidos. O Estado não é eficiente, nem acode rapidamente. Sobretudo, o Estado não é capaz de trazer o que muitas vezes é essencial: o apoio humano, o conforto afectivo e a esperança.
Que o Estado não seja capaz de humanidade, não é para admirar. Mas que grande parte dos seus técnicos e funcionários também o não seja, já deixa a desejar. As instituições parecem feitas para enquadrar e regulamentar, não para agir individualmente, com a humana generosidade que, muitas vezes, faz tanta ou mais falta do que o alimento ou o abrigo.
Mais ainda: nessa enorme constelação de agências de voluntários, são poucas as organizações e poucas as pessoas que se dedicam a estas sacrificadas actividades por mero espírito de solidariedade laica. Para se dedicarem ao exibicionismo, ao dinheiro e à competitividade, os laicos entregam ao Estado as actividades de protecção e de solidariedade. Pode a sociedade civil distinguir-se pelas liberdades e pela igualdade. Mas falhou radicalmente na fraternidade.

António Barreto

in Jornal "Publico", 03.06.2007
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor zézen » Sexta-Feira 17 Abril 2009, 16:50

Desde quando é que a tua leitura é a leitura dos outros, ou os escritos de Antònio barreto são a verdade revelada ?
Antònio barreto não espera isso dos seus leitores nem é defensor de dogmas. Escreve exprimindo a sua "verdade" e nada mais. A cada um de interpretar segundo o momento e a motivação.
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor Umbelina » Sexta-Feira 17 Abril 2009, 19:43

"Ficas tão obcecado com a árvore que nem consegues ver a floresta."

As árvores não crescem nas fotografias.
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor nick » Domingo 19 Abril 2009, 09:31

http://zenit.org/article-21106?l=portuguese

Cáritas atende milhares de desalojados por ataque no Congo

Lançado pelos ugandenses do Exército de Resistência do Senhor

ROMA, quarta-feira, 18 de março de 2009 (ZENIT.org).- A Cáritas, instituição de ajuda da Igreja Católica, está assistindo milhares de desabrigados depois de um ataque dos rebeldes ugandenses na República Democrática do Congo.

Milhares de desabrigados abandonaram seus lares na localidade de Banda, situada a aproximadamente 500 km da cidade de Bondo, no território de Ango, na Província Oriental da República Democrática do Congo, após um ataque armado dos militantes ugandenses do Exército de Resistência do Senhor (LRA, Lord's Resistence Army) registrado na madrugada do domingo passado.

Em uma nota difundida pela Cáritas Congolesa, assinala-se que na incursão vários civis perderam a vida, entre eles um catequista de uma comunidade local protestante.

De acordo com a informação facilitada pela Cáritas Diocesana de Bondo, os rebeldes ugandenses saquearam numerosas lojas e armazéns, assim como o centro de saúde de uma comunidade local da igreja protestante.

Em pânico, milhares de cidadãos fugiram do local e buscaram refúgio temporário nas imediações Dakwa e Amadi. O pároco do templo católico de Dakwa calcula que ao menos duas mil pessoas chegaram à cidade. «As mulheres, as crianças e os idosos chegaram desprovidos de tudo», afirma o Pe. Liévin Galakpio, secretário chanceler do bispo de Bondo. Este prelado, Dom Etienne Ung'eyowun, além de alertar sobre a necessidade urgente de prestar ajuda humanitária às pessoas que chegaram a Dakwa, fez votos por que as condições de segurança na região se restabeleçam o quanto antes, a fim de que os desalojados possam voltar à suas casas.

Ajuda da Cáritas aos desalojados

A Cáritas Paroquial de Dakwa colocou em andamento, com o apoio da Cáritas Congolesa, um programa urgente de ajuda humanitária para socorrer os desabrigados, além de abrir suas instalações para oferecer albergue temporário a estas pessoas.

No mesmo dia em que houve essa incursão rebelde (domingo, 15 de março), acontecia a retirada oficial das tropas ugandenses que, no marco da operação conjunta levada a cabo com os exércitos da R.D. Congo e do sul do Sudão, haviam entrado no país para frear as incursões dos rebeldes do LRA.
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor Umbelina » Domingo 19 Abril 2009, 10:04

Lançado pelos ugandenses do Exército de Resistência do Senhor

assim como o centro de saúde de uma comunidade local da igreja protestante.


Mais uma guerra religiosa bem ao gosto dos saudosistas do botas, kaúlza de arriaga e o FDP do M. M.
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor Scalabis » Domingo 19 Abril 2009, 12:02

Há arvores que são mesmo silenciosas :o

Homem tinha árvore a crescer num pulmão


Médicos acreditam que o paciente pode ter inalado uma semente de abeto e que começou a crescer dentro do seu corpo.

Foi encontrada uma planta, com cinco centímetros a crescer dentro do pulmão de um paciente na Rússsia. O homem, Artyom Sidorkin, de 28 anos, consultou o médico porque tinha constantes dores no peito e tosse persistente com sangue.

Os médicos suspeitavam que o paciente tinha cancro nos pulmões. Surpreendentemente, quando os médicos estavam a operar Artyom, para retirar o suposto tumor maligno, verificaram que não se tratava de cancro mas sim de uma pequena árvore a crescer dentro do pulmão, segundo informa o sítio online do jornal espalho “ABC”.

De acordo com o diário "Komsomolskaya Pravda", após a cirurgia, nos Montes Urais na Rússia ocidental, os médicos acreditam que Sidorkin pode ter inalado uma semente de abeto e que começou a crescer dentro do seu corpo.

O russo, quando confrontado com o relatório dos especialistas, nem queria acreditar. Pensou que “estava a delirar”, noticia o “Globo.com”, quando lhe disseram que tinha sido encontrada uma árvore num dos pulmões.
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Re: Faz mais barulho 1 árvore a cair que uma floresta a crescer

Mensagempor Arp » Domingo 19 Abril 2009, 23:37

Pois... há árvores e árvores, há florestas e florestas.

Esta foi descoberta, há já algum tempo, algures na Alemanha e deitada abaixo...


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