P Q O P

Re: P Q O P

Mensagempor Arp » Domingo 10 Janeiro 2010, 03:45

Scalabis Escreveu:Eu se tivesse aqui o ARP (cruzes credo :roll: ) a dizer-me o que havia de escrever também seria um intelectual de aldeia, assim não passo de um barrão ribatejano :mrgreen:

Barrão, varrão ou varrasco? :?
Afinal, contrariamente à boca insidiosa do Vivi, não te chegaram a capar lá no hospital? :grin:

De qualquer dos modos, ainda não está provado que o Ricardo Araújo Pereira escreva debaixo de qualquer influência, directa ou indirecta, da minha parte.
8-)
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Re: P Q O P

Mensagempor zézen » Domingo 10 Janeiro 2010, 10:42

Scalabis Escreveu:Eu se tivesse aqui o ARP (cruzes credo :roll: ) a dizer-me o que havia de escrever também seria um intelectual


Estudasses :twisted: :mrgreen:
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Re: P Q O P

Mensagempor zézen » Domingo 10 Janeiro 2010, 11:07

Voltando ao tópico e à normal...icar

«A comunidade portuguesa de Sens, a 125 km de Paris, está perplexa. Ninguém poderia imaginar que o sacerdote Gaston Borges, filho de emigrantes portugueses, pudesse ser detido. Muito menos por pedofilia.

Gaston Borges, nascido em Paris, em 1940, dirigia a pastoral dos portugueses da região, para além das funções que desempenhava na igreja francesa, na diocese de Sens-Auxerre. Era uma pessoa popular e querida entre os portugueses que ali vivem, principalmente pela mentalidade progressista, boa disposição e ligação especial que tinha com os mais jovens.»

http://jumento.blogspot.com/
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Re: P Q O P

Mensagempor Scalabis » Domingo 10 Janeiro 2010, 13:17

Arp Escreveu:Barrão, varrão ou varrasco :?


barrasco

s. m.1. Varrasco ou barrasco
2. Reg. Campónio rude e ignorante.


O termo Barrão é um termo muito Ribatejano e nada tem a ver com os barrascos (porcos inteiros), "barrão" é calão para julgar uma pessoa pronvinciana.

O Rio Tejo que atravessa o Ribatejo, dividiu-o , cultural, histórica e etnográficamente,na zona de Santarém, entre o bairro, na margem norte, e a lezíria na margem sul. Essa divisão, embora não seja radical e estanque, nota-se nos trajes, nos costumes, nas tradições e até na gastronomia.

O bairro é constituído por zonas de algum relevo, com costumes e trajes mais sóbrios, enquanto na lezíria são as cores garridas e o ritmo frenético do fandango que reinam no peito dos campinos e nos campos a perder de vista.

Esses campos da lezíria, eram em tempos idos, quando o trabalho agrícola era eminentemente manual, invadidos por mão-de-obra de outras zonas, que sazonalmente, emprestavam à lezíria o seu suor, mas também as suas tradições, a sua música, a sua gastronomia.

Gaibéus, avieiros e barrões. Barrões, por virem da zona do bairro, e que deixaram por cá a massa à barrão, que hoje constitui um dos pratos típicos do Ribatejo.

Os ingredientes da massa à barrão são o bacalhau, os pimentos, tomates, batatas e massa. Como prato de gente humilde era feito com as badanas e o rabo do bacalhau.


Receita para a Massa à Barrão
5 postas médias de bacalhau
1 kg de massa
2 kg de batatas
1 kg de tomates
5 cebolas
0,5 lt. de vinho branco
4 dentes de alho
2 folhas de louro
3 dl de azeite
1 ramo de salsa
1 malagueta
sal q.b.

Preparação:
Faz-se um refogado com a cebola picada, o azeite, os alhos picados, o louro e um raminho de salsa.
Quando a cebola começar a alourar, junta-se o tomate pelado e cortado aos bocados. Rega-se com vinho branco e junta-se a malagueta. Deixa-se cozer cerca de 5 minutos e junta-se então o bacalhau cortado aos bocados. Junta-se água suficiente (cerca de 2 litros) e junta-se as batatas e a massa. Deixa-se cozer durante cerca de 15 minutos, tempera-se com sal, se necessário, e sirva logo.

Os unicos barrões que andam por aqui, provavelmente serei eu e o Zézen :mrgreen: dois verdadeiros Ribatejanos :grin:
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Re: P Q O P

Mensagempor Arp » Domingo 10 Janeiro 2010, 17:58

Obrigado, Sca! Mesmo que não venha a aprender mais nada hoje, já ganhei o dia.

As definições que tinha encontrado eram:
Barrão, m.q. varrão, m.q. varrasco = 1. s.m. porco não castrado próprio par reprodução; 2. [fig.] homem femeeiro.

As novidades ficaram por conta desse léxico, pelos vistos regional scalabitano, que foi a mais valia do dia.
:grin:
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Re: P Q O P

Mensagempor zézen » Domingo 10 Janeiro 2010, 23:31

Scalabis Escreveu:Os unicos barrões que andam por aqui, provavelmente serei eu e o Zézen :mrgreen: dois verdadeiros Ribatejanos :grin:


Obrigado por tão digno titulo.

Quanto à papa, vou preparar a receita amanhã para o jantar. Pelo que li parece-me um bom pitéu.
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Re: P Q O P

Mensagempor zézen » Terça-Feira 23 Março 2010, 14:25

Ainda a propòsito de papa. :mrgreen:

Preparar a visita do Papa

Acho que todos nós, agnósticos, ateus, sem fé, desiludidos, devíamos contribuir para que a visita do Papa fosse um sucesso.

Francamente, francamente, não sei o que é isso. Mas não tenho que me preocupar. Alguém de certeza que me explica.

Primeiro passo para o sucesso: exigir que o País pare, desde que o Papa põe o pé em Portugal até que sai. E para todos: Polícia, GNR, tudo. Então essa gente tem de trabalhar? Não pode ser. Se os nacionais param, é tudo. Acho que o Papa pode andar sem qualquer protecção. Então homem de paz!

Segundo passo, acho que devia haver uma absolvição plena para tudo o que cheire a pedofilia. Seria a forma mais fácil de resolver a Casa Pia e os casos da igreja se os houver, embora me pareça que isso é só lá pela Irlanda e EUA. Aliás a Portugal nunca chega nada senão quando chega, mas não interessa. Se chega pronto.

Terceiro passo, isentar a Igreja de todo e qualquer contributo civil. Então, a igreja não é do outro mundo?

Bom, recuando na história, a Igreja era muito mais terrena, gostava de arrecadar/cobrar dinheiro. Agora tudo é mais modernaço. O Estado que pague.

Sobre o que era a Igreja em termos de dinheiro vejamos este texto do passado que recebi hoje. Veio mesmo a calhar:

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Re: P Q O P

Mensagempor zézen » Terça-Feira 23 Março 2010, 14:30

Continua a saga das papas: :mrgreen:

Um dos pontos culminantes da corrupção humana

A Taxa Camarae é um tarifário promulgado, em 1517, pelo papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice. Como veremos na transcrição que se segue, não havia delito, por mais horrível que fosse, que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro. Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado uma ou várias pessoas, abortado… desde que se manifestassem generosos com os cofres papais.
Vejamos o seus trinta e cinco artigos:

1. O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra mulher qualquer, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras, 12 soldos.

2. Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará 131 libras, 15 soldos.

3. O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras, 8 soldos.

4. A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois de se ter entregue a um ou mais homens simultânea ou sucessivamente, quer dentro, quer fora do seu convento, pagará 131 libras, 15 soldos.

5. Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes, pagarão 76 libras e 1 soldo.

6. Para todos os pecados de luxúria cometido por um leigo, a absolvição custará 27 libras e 1 soldo; no caso de incesto, acrescentar-se-ão em consciência 4 libras.

7. A mulher adúltera que queira ser absolvida para estar livre de todo e qualquer processo e obter uma ampla dispensa para prosseguir as suas relações ilícitas, pagará ao Papa 87 libras e 3 soldos. Em idêntica situação, o marido pagará a mesma soma; se tiverem cometido incesto com os seus filhos acrescentarão em consciência 6 libras.

8. A absolvição e a certeza de não serem perseguidos por crimes de rapina, roubo ou incêndio, custará aos culpados 131 libras e 7 soldos.

9. A absolvição de um simples assassínio cometido na pessoa de um leigo é fixada em 15 libras, 4 soldos e 3 dinheiros.

10. Se o assassino tiver morto a dois ou mais homens no mesmo dia, pagará como se tivesse apenas assassinado um.

11. O marido que tiver dado maus tratos à sua mulher, pagará aos cofres da chancelaria 3 libras e 4 soldos; se a tiver morto, pagará 17 libras, 15 soldos; se o tiver feito com a intenção de casar com outra, pagará um suplemento de 32 libras e 9 soldos. Se o marido tiver tido ajuda para cometer o crime, cada um dos seus ajudantes será absolvido mediante o pagamento de 2 libras.

12. Quem afogar o seu próprio filho pagará 17 libras e 15 soldos [ou seja, mais duas libras do que por matar um desconhecido (observação do autor do livro)]; caso matem o próprio filho, por mútuo consentimento, o pai e a mãe pagarão 27 libras e 1 soldo pela absolvição.

13. A mulher que destruir o filho que traz nas entranhas, assim como o pai que tiver contribuído para a perpetração do crime, pagarão cada um 17 libras e 15 soldos. Quem facilitar o aborto de uma criatura que não seja seu filho pagará menos 1 libra.

14. Pelo assassinato de um irmão, de uma irmã, de uma mãe ou de um pai, pagar-se-á 17 libras e 5 soldos.

15. Quem matar um bispo ou um prelado de hierarquia superior terá de pagar 131 libras, 14 soldos e y6 dinheiros.

16. O assassino que tiver morto mais de um sacerdote, sem ser de uma só vez, pagará 137 libras e 6 soldos pelo primeiro, e metade pelos restantes.

17. O bispo ou abade que cometa homicídio põe emboscada, por acidente ou por necessidade, terá de pagar, para obter a absolvição, 179 libras e 14 soldos.

18. Quem quiser comprar antecipadamente a absolvição, por todo e qualquer homicídio acidental que venha a cometer no futuro, terá de pagar 168 libras, 15 soldos.

19. O herege que se converta pagará pela sua absolvição 269 libras. O filho de um herege queimado, enforcado ou de qualquer outro modo justiçado, só poderá reabilitar-se mediante o pagamento de 218 libras, 16 soldos, 9 dinheiros.

20. O eclesiástico que, não podendo saldar as suas dívidas, não quiser ver-se processado pelos seus credores, entregará ao pontífice 17 libras, 8 soldos e 6 dinheiros, e a dívida ser-lhe-á perdoada.

21. A licença para instalar pontos de venda de vários géneros, sob o pórtico das igrejas, será concedida mediante o pagamento de 45 libras, 19 soldos e 3 dinheiros.

22. O delito de contrabando e as fraudes relativas aos direitos do príncipe contarão 87 libras e 3 dinheiros.

23. A cidade que quiser obter para os seus habitantes ou para os seus sacerdotes, frades ou monjas autorização de comer carne e lacticínios nas épocas em que está vedado fazê-lo, pagará 781 libras e 10 soldos.

24. O convento que quiser mudar de regra e viver com menos abstinência do que a que estava prescrita, pagará 146 libras e 5 soldos.

25. O frade que para sua maior conveniência, ou gosto, quiser passar a vida numa ermida com uma mulher, entregará ao tesouro pontifício 45 libras e 19 soldos.

26. O apóstata vagabundo que quiser viver sem travas pagará o mesmo montante pela absolvição.

27. O mesmo montante terá de pagar o religioso, regular ou secular, que pretenda viajar vestido de leigo.

28. O filho bastardo de um prior que queira herdar a cura de seu pai, terá de pagar 27 libras e 1 soldo.

29. O bastardo que pretenda receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagará 15 libras, 18 soldos e 6 dinheiros.

30. O filho de pais incógnitos que pretenda entrar nas ordens pagará ao tesouro pontifício 27 libras e 1 soldo.

31. Os leigos com defeitos físicos ou disformes, que pretendam receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagarão à chancelaria apostólica 58 libras e 2 soldos.

32. Igual soma pagará o cego da vista direita, mas o cego da vista esquerda pagará ao Papa 10 libras e 7 soldos. Os vesgos pagarão 45 libras e 3 soldos.

33. Os eunucos que quiserem entrar nas ordens, pagarão a quantia de 310 libras e 15 soldos.

34. Quem por simonia quiser adquirir um ou mais benefícios deve dirigir-se aos tesoureiros do Papa que lhos venderão por um preço moderado.

35. Quem por ter quebrado um juramento quiser evitar qualquer perseguição e ver-se livre de qualquer marca de infâmia, pagará ao Papa 131 librase15 soldos. Pagará ainda por cada um dos seus fiadores a quantia de 3 libras.
No entanto, para a historiografia católica, o Papa Leão X, autor de um exemplo de corrupção tão grande como o que acabamos de ler, passa por ser o protagonista da «história do pontificado mais brilhante e talvez o mais perigoso da história da Igreja».

(Fonte: Rodríguez, Pepe (1997). Mentiras fundamentais da Igreja católica.
Terramar – Editores, Distribuidores e Livreiros -
(1.ª edição portuguesa, Terramar, Outubro de 2001 – Anexo, pp. 345-348)

NOTA: Esta é a primeira vez que a Taxa Camarae do papa Leão X aparece na NET em português.

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Re: P Q O P

Mensagempor zézen » Sexta-Feira 16 Abril 2010, 05:06

Maldito teclado :twisted: :twisted: :twisted:
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Re: P Q O P

Mensagempor zézen » Sexta-Feira 28 Maio 2010, 10:51

AMIGOS DO VIRIATO :mrgreen:

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