Filosofia & outras tretas do género.

Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor XôZé » Quarta-Feira 17 Outubro 2007, 03:14

A diferença entre democracia e ditadura :
em ditadura toda gente quer saber o que dizes e o que pensas, em democracia toda a gente se està cagando para o que dizes e para o que pensas!

by Viriato, o luso.


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:P ................. :twisted: :lol: :twisted: :lol: :twisted: ............................ ;)
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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor Viriato » Quarta-Feira 17 Outubro 2007, 05:23

e é verdade !

ao dizer " toda a gente" estava a pensar muito especialmente nos governantes ! :evil:
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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor zézen » Quarta-Feira 17 Outubro 2007, 09:21

Filosofia Jean Claude Van Damme.

- Se telefonares a uma vidente, e ela não atender antes de o telefone tocar, desliga.
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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor Viriato » Quarta-Feira 17 Outubro 2007, 14:22

a que eu gosto mais, do Van Damme é : " - gosto muito do ar, se tirassem o ar do céu, os aviões e os pássaros caiam, o ar é como o meu cérebro ! " :roll:


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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor zézen » Sábado 3 Novembro 2007, 12:34

O que é ser céptico?

Muita gente imagina um céptico como um ser carrancudo que diz não a tudo e se opõe a qualquer crença. Se esses são cépticos, não são dos nossos.

Dizer não a tudo não é cepticísmo, é parvoíce. E as crenças são coisas pessoais; cada um é livre de ter as que quiser. Mais, crenças todos as temos. Qualquer juízo de valor que façamos, no fundo, tem que assentar numa crença que certas coisas são boas e outras más. Em suma, um céptico é a favor da liberdade de crença e pode ter as que quiser.

O cépticismo não está em rejeitar as crenças mas sim em compreender que crença e realidade são coisas diferentes. As crenças são inúmeras, e cada um tem as suas. A realidade é só uma, e igual para todos. Por isso uma crença nunca serve para justificar uma afirmação de facto, apenas uma afirmação de crença.

Ou seja, um céptico pode perfeitamente dizer "eu acredito no Pai Natal". Está no seu direito. O que tem que evitar é "Afirmo que o Pai Natal existe porque eu acredito". Se faz uma afirmação de facto tem que a justificar com factos. Obviamente isto aplica-se a tudo, não apenas ao Pai Natal...

Para que serve o cepticismo?

Todos nós somos ocasionalmente cépticos. Ninguém compra um carro em segunda mão sem um pouco de cepticismo. Se o troco que recebemos não parece correcto, normalmente conferimos.

Por vezes as pessoas distorcem a verdade. Outras vezes, mesmo quando honestas e sinceras, podem simplesmente estar enganadas. Todos nós podemos errar, ou por vezes até iludirmo-nos propositadamente. O cepticismo serve para corrigir os erros nestas situações. Em vez de nos guiarmos apenas pelas crenças e afirmações (quer dos outros, quer as nossas) é sempre útil consultar a realidade e procurar factos que nos ajudem a decidir.

A maioria das pessoas apenas é céptica em algumas ocasiões. A atitude mais natural, e na realidade a que requer menor esforço, é simplesmente aceitar as coisas tal como nos são apresentadas. Num grande numero de situações esta é a atitude correcta, pois temos pouco a ganhar se passarmos o dia a questionar exaustivamente tudo o que nos dizem.

Quando ser céptico?

Infelizmente não é prático passar o dia todo a verificar se o que nos dizem é verdade. E muitas vezes nem sequer é útil. Se alguém disser que viu um pardal, não se justifica pedir uma fotografia a comprovar -- é uma coisa tão comum que se diz que viu provavelmente é verdade, e de qualquer forma se não fôr não faz diferença.

Mas se nos disser que viu um morto ressuscitar o caso é diferente. Seria algo tão extraordinário que não poderiamos aceita-lo apenas porque a pessoa o afirma, por muito sincera que seja a sua crença no acontecimento.

O melhor a fazer é andar sempre com o cepticismo "ligado", e ter em conta que o que nos dizem, por muito sinceros que sejam, pode não ser verdade. Dependendo da situação logo vemos se vale a pena o esforço de verificar os factos.

Algumas situações em que certamente vale a pena:

1- Problemas de saúde. Evite a banha da cobra -- qualquer coisa que se diga curar tudo é provavelmente embuste. Consulte o seu médico de família, e evite qualquer um que não possa passar receitas, pois esses não são médicos.

2- Religiões e cultos. Escolher uma crença é uma coisa importante, por isso procure sempre confrontar o que os crentes lhe dizem com informação que obtenha de fontes independentes. Assegure-se que a crença com que fica foi a que escolheu, e que não o levaram com promessas ou ameaças.

3- Vendedores. Esta todos sabemos, mas por vezes é difícil perceber que nos querem vender qualquer coisa. Sempre que lhe pedem algo -- nem que seja um minuto do seu tempo -- seja especialmente crítico.

4- Situações desesperadas. Qualquer problema grave pode-nos levar a procurar uma salvação às cegas, e sem pensar nos agarramos à primeira promessa que nos fazem. Nestas situações é preciso especial atenção ao que fazemos e pensamos para evitar sermos enganados.

5- Poderes especiais. Se alguém prevê o futuro porque não ganhou a lotaria? Não caia nessas coisas de videntes, bruxos, astrologos, etc... Se lhe disserem que um baralho de cartas ou um punhado de planetas sabem mais da sua vida que você exija provas bem conclusivas, pois é pouco provavel que isto seja verdade.

Como ser céptico?

O passo mais importante é o de adoptar uma atitude crítica, não só para com a informação que obtemos mas também no que respeita às nossas próprias convicções. É preciso rejeitar tanto a noção que o problema é demasiado complexo para que o possamos compreender, como a noção de "já sei tudo" e ficar por isso fechado a mais informação.

Quanto à complexidade do problema, esta é por vezes menor que nos querem fazer parecer. O uso de palavras obscuras e explicações ambíguas podem dar a ideia falsa de algo muito complexo e profundo, quando a realidade é muito mais simples. Este artifício é comum em afirmações pseudo cientificas ou puramente fantasiosas, em que o fundamental é que se perceba o menos possível (não se vá "descobrir a careca").

A situação, aparentemente inversa, de estarmos convencidos que dispomos de todo o conhecimento relevante, é igualmente prejudicial. Devemos sempre ser cépticos das nossas próprias convicções e preconceitos.

Uma vez adoptada esta atitude crítica, é necessário obter informação do maior numero possível de fontes para podermos formar uma opinião bem fundamentada. A CEPO tem como objectivo principal a distribuição gratuita desta informação. Mas nunca se fie numa única fonte: procure sempre confirmação independente. E se descobrir algo de errado nas nossas páginas por favor avise -- afinal também somos humanos...

Ludwig Krippahl, 2002
http://www.cepo.interacesso.pt/Port/Introd.htm
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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor zézen » Quarta-Feira 7 Novembro 2007, 23:51

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho o meu emprego
Também não me importei

Agora estão a levar-me a mim
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.



Bertold Brecht

(1898-1956)
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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor Arp » Quinta-Feira 8 Novembro 2007, 00:51

NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.


Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas no tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo.
Por temor, aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

Eduardo Alves da Costa

(o trecho a negrito é por vezes atribuído a Brecht e Maiakovski)
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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor Arp » Quinta-Feira 8 Novembro 2007, 00:58

Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não era judeu.
Depois levaram os comunistas e eu também não me importei pois não era comunista.
Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal.
Em seguida os católicos, mas eu era protestante.
Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender…

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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor Viriato » Quinta-Feira 8 Novembro 2007, 18:30

Arp Escreveu:Primeiro vieram buscar os judeus e eu não me incomodei porque não era judeu.
Depois levaram os comunistas e eu também não me importei pois não era comunista.
Levaram os liberais e também encolhi os ombros. Nunca fui liberal.
Em seguida os católicos, mas eu era protestante.
Quando me vieram buscar já não havia ninguém para me defender…

Martin Niemöller


a tradução desse texto foi feita um bocado à balda. Não pode ser os judeus em primeiro, porque os Nazis até prenderam o gajo em 1937, ou seja antes da caça aos judeus !
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Re: Filosofia & outras tretas do género.

Mensagempor Arp » Sexta-Feira 19 Março 2010, 23:47

:shock:
Ena pá, esta está com mais de dois anos de atraso, mas ainda assim...

Já li várias traduções e/ou versões, como por exemplo...


"Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse"


...mas a sequência não me parece o mais importante, até porque o texto foi produzido depois de ele ter sido libertado ("quando eles me levaram"), e no sentido de definir como muita gente reagiu ao nazismo.
Nos dias que correm continua a haver muita gente convencida que não tem que se preocupar com o que os sistemas fazem, desde que seja aos outros.
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