Livros ..........

Re: Livros ..........

Mensagempor Tovi » Sábado 19 Junho 2010, 17:11

XôZé Escreveu:O Saramago marchou e nem um lamento, uma lágrima, uma viva... :mrgreen:


Já lá está...
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Re: Livros ..........

Mensagempor Reboredo » Domingo 20 Junho 2010, 00:06

...E ninguém por aqui se lembrou do próximo funeral de Estado.


Eu sei que as noticias de necrologia são o teu afã.
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Re: Livros ..........

Mensagempor XôZé » Domingo 20 Junho 2010, 15:48

Reboredo Escreveu:
...E ninguém por aqui se lembrou do próximo funeral de Estado.


Eu sei que as noticias de necrologia são o teu afã.


Assim, como que de repente veio-me à memória o exílio do defunto.

Depois da desfeita daquele alarve do Lara que tem uns óptimos bigodes para pendurar balões, Saramago optou pelo exílio postal e fiscal.

Reza hoje ironicamente a história que sejam precisamente aqueles a quem ele não ajudou, dispendendo um tusto dos seus impostos, a suportarem o tal de enterro.

:mrgreen:
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Re: Livros ..........

Mensagempor Reboredo » Segunda-Feira 21 Junho 2010, 00:18

exílio postal e fiscal.


Nem postal nem fiscal? Continua a, ter casa em Lisboa e a editora que publica os seus livros é portuguesa e paga os seus impostos em Portugal. (a editora e o Nobel)

Como o sr. aníbal e o sr. soáres tem casa em Lisboa e no Algarve o Sr. Saramago sendo tão importante quanto cada um desses mortais tinha casa em Lisboa e em Lanzarote.


A história não se rescreve nem se repete! o manholas figura de facínora insignificante e não comparável em termos de grandeza com o distinto Nobel foi também a enterrar com o dinheiro do Povo e isso sim foi escandaloso.
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Re: Livros ..........

Mensagempor XôZé » Segunda-Feira 21 Junho 2010, 20:38

Reboredo Escreveu:...o manholas figura de facínora insignificante e não comparável em termos de grandeza com o distinto Nobel foi também a enterrar com o dinheiro do Povo e isso sim foi escandaloso.


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Campa rasa, deve ter saído mais baratucho do que as novas tecnologias adaptadas ao nóbél. :mrgreen:
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Re: Livros ..........

Mensagempor Reboredo » Segunda-Feira 21 Junho 2010, 21:13

As vidas, as prisões, as torturas, o afastamento das funções de muitos profissionais competentes, etc., etc..

Eu sei que tu és jovem e estavas longe! Não te lembras.

Como escreve o zézen: " a.o.s., foi, é, e serà sempre, um F.D.P."
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Re: cavaquistão

Mensagempor zézen » Segunda-Feira 21 Junho 2010, 22:53

Semanada

Esta semana Portugal perdeu Saramago ao mesmo tempo que a Presidência da República perdeu o que restava de vergonha, a ausência da Cavaco Silva na homenagem ao prémio Nobel foi um gesto que fica mal a um político que se preze mas, mesmo assim, inadmissível num Presidente da República. Todos sabemos que Saramago não era um amigo de família, que detestava o político Cavaco Silva, mas a verdade é que fez mais por Portugal do que aquele que agora desempenha as funções de Presidente da República e que não tem dimensão para engrandecer o cargo para que em má hora os portugueses o elegeram.

A verdade é que os nossos políticos de direita exibiram pequenez perante a morte de Saramago, enquanto em Espanha até o líder do PP presta homenagem a Saramago num artigo publicado no El Pais, em Portugal nem o líder do PSD, nem o do CDS foram capazes de ira além de breves declarações de conveniência. A única personalidade de direita que deu a cara foi Marcelo Rebelo de Sousa, mas percebendo o grave erro que estava a cometer conspurcou a sua declaração com uma tentativa idiota de dizer que a ausência do Presidente da República era apenas física, como se houvesse algum português que não o conhecesse, a ele e a Cavaco Silva.

Enquanto Cavaco Silva como o seu cozido das furnas descansado e longe de funerais incómodos a direita digladia-se, de um lado os cavaquistas que tentam manter o exclusivo para a candidatura , do outro os católicos que ficaram surpreendidos com a forma ligeira, senão mesmo oportunista, com que Cavaco prescindiu dos seus princípios para evitar a perda de votos dos gays. Tentam pressionar Bagão Félix, Santana espreita a sua vez e acaba de aparecer um Freitas do Amaral convencido de que a sua declaração de apoio a Cavaco Silva resolve o problema.

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Re: Livros ..........

Mensagempor Reboredo » Sexta-Feira 25 Junho 2010, 10:16

Ricardo Araújo Pereira
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O Presidente de todos os ressentidos
Cavaco Silva disse uma vez que os livros de Saramago lhe desagradavam porque tinham demasiadas vírgulas. As explicações com que o Presidente da República justificou a sua ausência do funeral de Saramago tinham demasiadas reticências.


Para Eduardo Lourenço, a obra de Saramago é um diálogo extraordinário com a Bíblia. Harold Bloom dizia que Saramago era o mais talentoso romancista vivo. E Cavaco Silva afirmou uma vez que os livros de Saramago lhe desagradavam porque tinham demasiadas vírgulas. Enfim, cada crítico literário com a sua mania. A mim, que não percebo nada de literatura, pareceu-me que as explicações com que o Presidente da República justificou a sua ausência do funeral de Saramago tinham demasiadas reticências.
Bem sei que Cavaco decretou que a polémica em torno do facto de não ter comparecido no enterro de Saramago era estéril. Mas, por azar, as polémicas estéreis são as que mais me costumam interessar. Para polémicas fecundas sempre revelei menos capacidades.
Primeiro, e na qualidade de cidadão especialista em evasivas, devo lembrar que as melhores desculpas são singulares. Ora, Cavaco apresentou três. Por um lado, disse que não conhecia Saramago. Por outro, disse que não era amigo dele. Finalmente, alegou que prometera aos netos mostrar-lhes as belezas dos Açores durante quatro dias. Só faltou dizer que não iria ao funeral de Saramago por desconfiar que Saramago também não irá ao dele. São demasiadas desculpas e, como é próprio das desculpas múltiplas, são pobres. A circunstância de não ter uma relação próxima com os homenageados nunca impediu o Presidente da República de estar presente em cerimónias de Estado. Por exemplo, Cavaco comparece sempre nas cerimónias comemorativas do 25 de Abril, embora mal conheça a data e não seja propriamente amigo dela. Talvez seja melhor retificar a regulamentação do luto nacional. O País fará luto por ocasião da morte de uma personalidade de excecional relevância, a menos que o Presidente da República se encontre a contemplar as Furnas.
No entanto, também o facto de estar de férias não tem impedido o Presidente de intervir em matérias de Estado. Ainda fresca na nossa memória está a importante comunicação ao País sobre o estatuto político-administrativo dos Açores, por causa do qual Cavaco Silva interrompeu o merecido descanso, há cerca de um ano e meio. Creio que, se o estatuto político-administrativo dos Açores tivesse falecido, Cavaco teria pedido desculpa aos netos e ter-se-ia dirigido ao Alto de São João para lhe prestar a última homenagem. Tendo morrido só um homem, não houve necessidade de perturbar o turismo. Na verdade, foi apenas isso que aconteceu. Não morreu um santo nem um demónio. Morreu um homem. Logo por coincidência, dos três é o meu preferido.
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