Serviço Nacional de Saúde

Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Reboredo » Domingo 27 Janeiro 2008, 14:36

Tovi escreveu:

formam-nos às carradas, nem que seja preciso fazê-lo compulsivam


E isso é do meu ponto de vista correto se se tiver em conta a qualidade que se requer ou se deseja a saber:

1. Teste de aptidão; (não se pode formar um bom pedreiro num mau técnico de informatica)


2. Isto porque a liberdade indvidual de cada um não se pode impor às necessidades do colectivo.

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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor zézen » Segunda-Feira 18 Fevereiro 2008, 10:28

«Is the economy, stupid», afirmou Bill Clinton, em 1992, para explicar aos republicanos as razões da sua vitória eleitoral. Com isso queria dizer que as preocupações principais dos norte-americanos tinham a ver com o estado da economia e o modo como este se traduzia no seu bem-estar. E por isso uma das suas promessas eleitorais prioritárias era a criação de um sistema de saúde universal que acabasse com o escândalo de, no país mais rico do mundo, cerca de 30 milhões de cidadãos não terem qualquer protecção na doença. As grandes empresas da indústria da saúde (das hospitalares às seguradoras e à indústria farmacêutica) moveram uma das guerras mediáticas mais agressivas de que há memória contra a «medicina socialista» de Clinton e a proposta caiu. Hoje são 49 milhões os norte-americanos sem qualquer protecção na doença.

É trágico que em Portugal se esteja a tentar destruir aquilo a que o povo norte--americano tanto aspira. Mais trágico ainda é que, neste domínio, haja, desde 2002, uma continuidade entre as políticas do PSD e do PS. Descartada a retórica, os objectivos dos ministros da Saúde Luís Filipe Pereira e Correia de Campos (ou dos governos a que pertenceram) foram os mesmos: privatizar o bem público da Saúde, transformando-o num lucrativo sector de investimentos de capital (afirmação de um quadro de uma grande empresa de saúde: «Mais lucrativo que o negócio da saúde, só o negócio das armas»); transformar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) num sistema residual, tecnológica e humanamente descapitalizado, proporcionando serviços de baixa qualidade às populações pobres; definir a eficiência em termos de custos e não em termos de resultados clínicos (levado ao paroxismo pela decisão de limitar o aumento da produção cirúrgica nos hospitais, para não aumentar a despesa); impor rápida e drasticamente três palavras de ordem: privatizar, fechar, concentrar; promover parcerias público/privado em que todos os riscos são assumidos pelo Estado e as derrapagens financeiras não contam como desperdício ou ineficiência (já que um e outra são um exclusivo do sector público).

A Correia de Campos apenas devemos reconhecer a coerência. Desde que passou pelo Banco Mundial assumiu-se como coveiro do Estado Social, na Saúde e na segurança social. Na Comissão do Livro Branco da Reforma da Segurança Social, a que pertenci, verifiquei com espanto que os seus aliados na comissão não eram os socialistas, eram precisamente Luís Filipe Pereira (que pouco depois quis privatizar a Saúde) e Bagão Félix (que, desde sempre quis privatizar a Segurança Social). Portanto, de duas uma: ou o PS abandonou os seus princípios ou Correia de Campos está no partido errado. A sua recente demissão parece apontar para a segunda opção. Veremos.

O SNS é um dos principais pilares da democracia portuguesa, e a ele se devem os enormes ganhos de desenvolvimento humano nos últimos 30 anos; qualquer retrocesso neste domínio é um ataque à democracia. O SNS é um factor decisivo da gestão territorial do país. Os critérios de eficiência incluem a eficiência na vida dos doentes, cujo atendimento pontual é fundamental para que não se perca uma manhã num acto médico que dura 20 minutos. É urgente modernizar o SNS para o aproximar dos cidadãos, permitindo a participação destes e das associações de doentes na concretização do direito à saúde. Promover a todo o custo o regime de exclusividade e terminar com a escandalosa promiscuidade entre a medicina pública e privada. Promover a estabilidade e as carreiras, apostar na inovação técnica e científica e democratizar o acesso às faculdades de Medicina. E, sobretudo, tornar claro o carácter complementar do sector privado, antes que os grupos económicos da saúde (Grupo Mello, BES, BPN/GPS, CGD/HPP, etc.) tenham suficiente poder para serem eles próprios a definir as políticas públicas de saúde. Quando tal acontecer serão eles a dizer: «É a saúde, estúpido!», a saúde dos seus negócios, não a dos cidadãos estúpidos.

http://aeiou.visao.pt/Opiniao/boaventurasousasantos/Pages/Easaudeestupido.aspx
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Novato » Sexta-Feira 7 Março 2008, 13:25

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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Arp » Segunda-Feira 5 Maio 2008, 21:08

Alguém ouviu falar desta “história”?

Em seis dias, um oftalmologista espanhol realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, num processo que está a "indignar" a Ordem dos Médicos.

Em 6 dias operou tanto como 5 !!! médicos portugueses num ano e por metade do preço cobrado na privada.

Os preços praticados são altamente concorrenciais, tendo sido esta a solução encontrada pelo hospital para combater a lista de espera. O paciente mais antigo aguardava desde Janeiro de 2007, tendo ultrapassado o prazo limite de espera de uma cirurgia. No ano passado chegaram a existir 616 novas propostas cirúrgicas em espera naquela unidade de saúde.

Os sete especialistas do Serviço realizaram apenas 359 operações em 2007 (cerca de 50 por médico num ano).

No final do ano passado, a lista de espera era de 384, e foi entretanto reduzida a 50 com a intervenção do médico espanhol na passagem pelo Barreiro durante o mês de Março - onde garante regressar nos próximos dois anos, embora o hospital não confirme - foi a segunda experiência em Portugal do oftalmologista José Antonio Lillo Bravo, detentor de duas clínicas na Extremadura espanhola - em Dom Benito (Badajoz) e Mérida. Entre 2000 e 2003 já havia realizado 1500 operações no Hospital de Santa Luzia, em Elvas, indiferente às "críticas" de que diz ter sido alvo dos colegas portugueses.

“Eu percebo a preocupação deles e sei porque há listas de espera tão grandes em Portugal. É que por cada operação no privado cobram cerca de dois mil euros", diz ao DN o oftalmologista espanhol, inscrito na Ordem dos Médicos portuguesa, que cobrou 900 euros por cada operação realizada no Barreiro.
As 234 cirurgias realizadas no Barreiro, por um total de 210 mil euros, foi o limite possível sem haver necessidade de abrir concurso público internacional, sendo que, o médico fez deslocar a sua equipa e ainda o microscópio e o facoemulsificador. O hospital disponibilizou somente um enfermeiro para prestar apoio.
O saber, o aprender o novo, só não encontra espaço em cabeças que já estão cheias, principalmente de ideias preconcebidas.
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Novato » Segunda-Feira 5 Maio 2008, 21:57

eu ouvi. e também ouvi que os médicos portugueses não ficaram muito contentes
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor zézen » Sexta-Feira 9 Maio 2008, 11:39

A culpa é dos que correram com Correia de Campos. Aos poucos também chegaria aos xulos.
A culpa é da MinistrA :whistle:
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor zézen » Sexta-Feira 9 Maio 2008, 13:10

234 cirurgias em seis dias

O Hospital do Barreiro contratou um oftalmologista, de seu nome José António Lillo Bravo, que, em seis dias, actualizou a lista de espera neste tipo de cirurgias.
Este médico já operou em Elvas, onde fez 1500 operações e, segundo li, por processos bem mais modernos que os usados por cá. Bem, não quero ir por este caminho, porque iria mal, porque não estou habilitado.

No hospital do Barreiro há sete especialistas que, durante o ano de 2007, realizaram apenas um total de 359 operações, ou seja 50 operações por médico e por ano quando Lillo Baravo em apenas 6 dias fez 234.
É obra e coloca a questão de não se perceber porque razão as listas de espera são tão avantajadas, com os graves prejuízos para os doentes, quando há soluções como esta ou ainda as idas a Cuba com a mesma finalidade que a CMde Vila Real de Santo António anda a promover.

Uma segunda questão, este médico espanhol facturou 900 euros por operação, quando em Portugal o custo em clínica parece ser de 2000 euros. Médico espanhol fez 234 cirurgias em seis dias
Admitindo que esta informação é correcta, será que dá para entender que Pedro Nunes, bastonário da Ordem diga que "é ridículo pagar a espanhóis"?

Se há esta diferença de custos, cada qual que se interrogue ...

Esta situação merece uma discussão alargada e uma tomada de medidas urgentes. Quem pode condenar o Hospital do Barreiro e o de Elvas e a CMVila Real se estão a contribuir para que a praga das listas de espera seja amenizada? As listas de espera são um escândalo nacional e tudo ou muito por mau desempenho do sistema. É um problema que se arrasta há anos e que tem deitado abaixo os Ministros da Saúde.

# posted by Joao Abel de Freitas @ 16:27 6 comments links to this post
2008-04-04


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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor zézen » Segunda-Feira 2 Junho 2008, 10:01

Médicos querem cobrar multas aos doentes

O Conselho Nacional de Ética e Deontologia Médica (CNEDM) da Ordem dos Médicos está a rever o Código Deontológico e uma das proposta é que os doentes que faltem às consultas sem aviso prévio paguem ao médico uma multa de 20% do valor da consulta.
Percebo a ideia.

Receando, no entanto, que tenham pensado as coisas por metade vou explicar-lhes o que falta.

E o que falta é:

1) em caso de falta do médico sem aviso prévio ao doente, indemnização a cada um no valor de 20% da consulta.

2) por cada meia hora de atraso do médico relativamente à hora marcada abatimento de 10% no custo da consulta.

Com esta mezinha, os médicos (fora as excepções, claro) do Serviço Nacional de Saúde passavam a tratar os seus doentes como pessoas com direito a ser respeitadas.

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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor zézen » Segunda-Feira 29 Setembro 2008, 10:10

O que é que os sôrs drt querem ? Querem desordem, ou ordem na ordem ? :o pqop
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Ministério da Saúde pretende chamar clínicos da América Latina
Ordem dos Médicos concorda com contratação de mais profissionais estrangeiros
28.09.2008 - 18h06 PÚBLICO

O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, afirmou hoje que a instituição apoia a intenção do Ministério da Saúde em contratar mais clínicos estrangeiros, mas sublinhou que a Ordem não irá permitir que trabalhem em Portugal “médicos que não tenham a formação adequada”. :risada: :risada: :risada:

A Ordem dos Médicos anunciou hoje que Portugal tem actualmente 4287 médicos estrangeiros a exercer no país e que o Ministério da Saúde pretende avançar com novos acordos para a contratação de mais profissionais. O mercado da América Latina é o alvo.

Pedro Nunes, que falava em declarações à TSF, concordou com a pretensão do Governo mas alertou que é obrigatório assegurar que os médicos a contratar tenhas as qualificações necessárias.

O bastonário sublinhou à rádio que em “muitos lugares do globo, por motivos estritamente económicos, muitas universidades não têm qualidade comparável às universidades portuguesas” e “formam médicos que não são médicos capazes de trabalhar no sistema de saúde português”.

Apesar de apoiar o Ministério da Saúde nesta matéria, Pedro Nunes lembrou que há muitos estudantes de Medicina nas universidades portuguesas que esperam um lugar nas unidades de saúde quando iniciarem o internato. “O que é necessário garantir é que esses médicos sejam aproveitados”, defendeu o responsável.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344218&idCanal=62
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor zézen » Quinta-Feira 16 Abril 2009, 18:31

Mais uma vez o INEM. :?

Li hoje, por acaso, a noticia da morte do Maestro Fernando Correia martins. Morreu em Lisboa enquanto esperava pela ambulancia.
Segundo a familia, indicaram que tinha dores no peito e que se sentia mal, mesmo assim a ambulancia levou mais de hora e meia a chegar.
Diz o Inem que a familia se explicou mal. Serà ?
Até quando é que vamos viver situações destas ?

No passado dia 20 de fevereiro desmaiei num bosque de bruxelas, sem nome de rua e numero de porta, a ambulancia e a policia deram comigo em 5minutos, e, 12 minutos depois do desmaio jà estava sentado numa cama nas urgencias do hospital. ACHO que tive muita sorte. 8-)
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