Serviço Nacional de Saúde

Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Viriato » Quarta-Feira 23 Janeiro 2008, 19:57

Serviço Nacional de Saúde ( SNS ) um dos motivos de orgulho de ser português, ferro de lança da auto-estima tuga !


22 Janeiro 2008
Um homem de 43 anos morreu após uma espera de duas horas pela chegada do INEM (VMER) .

http://www.correiodamanha.pt/noticia.as ... al=181&p=0

CAIU DA MACA E ACABOU POR MORRER
22 janeiro 2008
Deu entrada no Hospital de Aveiro pelas “02h47, foi triado com cor amarela pelas 02h52 e atendido pelas 03h13”, explica o gabinete de imprensa da unidade hospitalar”.
Farta de esperar e sem qualquer notícia, a mulher de Manuel Silva, cerca das 06h00, “aproveitou o momento em que o segurança foi fumar um cigarro para entrar na Urgência”, onde encontrou o marido “de bruços, prostrado no chão, no meio de uma poça de sangue já coagulado, com um golpe na cabeça e a maca por cima dele”, contou a sobrinha. “A minha tia entrou em pânico e aí é que apareceram médicos e enfermeiros, que o levaram para dentro e expulsaram-na.”


V. DO MINHO REVOLTADA COM DEMORA
21 janeiro 2008
A demora de hora e meia de uma VMER do INEM para assistir um homem que caiu de uma árvore está a indignar a população de Vieira do Minho.“A viatura do INEM andou perdida entre Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso, por ter confundido o local do acidente, em Sudro, na freguesia de Louredo, com o lugar de Louredo, na freguesia de Guilhofrei”



18 janeiro 2008
Menino de dois meses acabou por morrer de paragem cardio-respiratória depois de ter estado 20 minutos dentro de uma ambulância à porta do Hospital de Anadia cujo serviço de Urgência encerrou a 2 de Janeiro



Viseu 18 janeiro 2008
Bebé de três meses morre em ambulância
Uma menina de três meses, com graves problemas de saúde, morreu ontem no interior de uma ambulância dos Bombeiros de Cabanas de Viriato – onde além dela apenas seguiam o condutor e a mãe – durante a viagem entre o Centro de Saúde de Carregal do Sal e o Hospital de São Teotónio, em Viseu.



15 janeiro 2008
ENFARTE APÓS ALTA
Uma mulher de 81 anos faleceu na terça-feira à porta do Hospital de Viseu poucos minutos depois de ter tido alta do serviço de cardiologia. Segundo fonte hospitalar, a mulher sofreu um enfarte de miocárdio no passado dia 6 e foi internada no Hospital de Viseu. Após dez dias de internamento e da realização de vários exames, os clínicos deram-lhe alta na terça-feira



16 Janeiro 2008
Doentes em risco de vida – em situação de enfarte do coração, com edema da glote, choque anafiláctico ou intoxicados com pesticidas – estão a ser assistidos por enfermeiros sem formação para lidar com este tipo de casos graves e urgentes nas consultas abertas dos hospitais em que foram encerrados os Serviços de Urgência.
A denúncia foi ontem feita pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP)



em França, o prazo médio de intervenção dos serviços de socorro a vitimas é de 5 minutos em qualquer parte do país, segundo um esquema montado há muitos anos, e graças ao dinheiro do contribuinte, que não dà por mal empregado o dinheiro dos seus impostos, mas em contrapartida a França não tem árvores de Natal gigantes nem feijoadas de vários quilómetros, não se pode ter tudo, não é ?
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Viriato » Quarta-Feira 23 Janeiro 2008, 20:11

Portugal não passa de uma republica de bananas terceiro-mundista !
Em 1944 a França e a Alemanha eram países completamente devastados, onde nem batatas para comer havia. A Inglaterra também não estava là muito bem .
20 anos depois, a França ou a Alemanha já precisavam de imigrantes tal era o desenvolvimento !
Portugal em 1974 não estava assim tão miserável que estes países europeus em 1944, mas que estava atrasado , estava . Dizia-se então que a culpa era do Salazar como era do Hitler em 1944, mas hoje, em 2008, 34 anos depois do "Salazar" ter desaparecido, o que é Portugal ????
um pais do terceiro-mundo, incapaz de fazer seja o que for, dirigido por pimbalhada que mais não fazem do que vender a populaça, como mão de obra barata às empresas estrangeiras que controlam por completo o pais, e para evitar qualquer revolta, por que nunca se sabe o primata pode ter uma espécie de relento nacionalista que lhe venha à mona , enchem-lhe o papo com auto-estima de meia tigela, tipo arvores de Natal gigantes maiores do Mundo e arredores, bombardeiam os menos nharros com diplomas que os gajos confundem com títulos de nobreza, como se fossem certificados de actos de bravura ou de capacidade para alguma coisa !
Hoje o tuga de base não passa de um analfabruto, com uma cultura geral quase nula ( apenas sabem o nome das esposas dos jogadores de futebol ), incapaz de compreender o mundo que o rodeia, boi-manso que aceita tudo e mais alguma coisa porque continua a respeitar e a fazer vénias,como se de algum Deus se tratasse,a qualquer chico-esperto vestido de fato e gravata !

Nenhum politico em Portugal tem formação de politico, nem formação de nada aliás !

entretanto os portugueses que não morrem devido à incompetência de quem tem a responsabilidade da saude no pais, emigram aos milhares por dia !
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor XôZé » Quarta-Feira 23 Janeiro 2008, 20:18

Viriato Escreveu: P.S.


Já terminaste?... :roll:
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Reboredo » Quinta-Feira 24 Janeiro 2008, 02:22

Não está bem o SNS de Portugal


E em França como vai?

Radiologie: une nouvelle alerte


Des milliers de personnes ayant effectué des examens radiologiques dans le nord de la France vont être contactées
Ces patients ont fréquenté, en 2006 et 2007, cinq cabinets de radiologie des départements du Nord et de l'Aisne, fermés en décembre en raison notamment de manquements graves à l'hygiène.

Ils seront rappelés pour des examens et des contrôles, a fait savoir le ministère de la Santé mercredi, confirmant une information révélée mardi par L'Express.

La ministre de la Santé Roselyne Bachelot a chargé l'Inspection générale des affaires sociales (IGAS) d'une mission sur les dysfonctionnements intervenus dans les cinq cabinets incriminés.

Les services du ministère étudient les examens effectués par environ 7000 patients, d'après l'agence Reuters. Deux types de patients seront rappelés, ceux qui ont subi des radiographies ou des mammographies effectuées sans agrément et ceux ayant subi des examens effectués dans des conditions d'hygiène non réglementaires et qui courent des risques infectieux. Certains patients pourraient ainsi avoir été contaminés lors d'examens réalisés avec du matériel non désinfecté.

Les cinq cabinets de radiologie se trouvent dans l'Aisne (Hirson) et le Nord (Wattignies, Anzin, Hautmont, Fourmies).

Les inspecteurs avaient relevé que les sondes utilisées lors des examens vaginaux ou rectaux n'étaient pas systématiquement nettoyées et désinfectées. "Certaines femmes peuvent avoir reçu un diagnostic erroné après leur mammographie. Des patients risquent aussi d'avoir été contaminés par des virus (sida, hépatite C...) au cours d'échographies par voie vaginale ou rectale" en 2006 et 2007, a écrit pour sa part l'Express sur son site.

L'hebdomadaire a précisé que l'alerte du ministère de la Santé a été confirmée par le directeur général de la santé, Didier Houssin.

Le docteur qui dirigeait ces cabinets aujourd'hui fermés nie avoir jamais dérogé aux règles d'hygiène, précise l'hebdomadaire.
Sempre sempre não, mas sempre sempre até é bom.
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Viriato » Quinta-Feira 24 Janeiro 2008, 07:37

Viriato Escreveu:Serviço Nacional de Saúde ( SNS ) um dos motivos de orgulho de ser português, ferro de lança da auto-estima tuga !


22 Janeiro 2008
Um homem de 43 anos morreu após uma espera de duas horas pela chegada do INEM (VMER) .

http://www.correiodamanha.pt/noticia.as ... al=181&p=0



INEM TENTA ENVIAR BOMBEIROS PARA SOCORRER HOMEM

(Depois da chamada de emergência, outra operadora do CODU do INEM telefona para os Bombeiros de Favaios)

Operadora (O): – Boa noite. É do CODU do INEM. É uma saidinha para Castedo.

Bombeiro de Favaios (BF): – Diga.

O: – Para o Bairro de Santo António, n.º **. Diga-me uma coisa: a VMER de Vila Real é a mais próxima, não é?

BF: – A de Vila Real já está fechada.

O: – Quanto tempo demora a viatura médica?

BF: – Ainda demora até ao Castedo. Vila Real...

O: – Não. De Vila Real a Castedo?

BF: – Ai. De Vila Real a Castedo? Sei lá.Três quartos de hora.

(A operadora do CODU fala com uma médica que se encontra no CODU)

O: – Doutora, a VMER demora três quartos de hora, mas também não tem coiso aberto...

Médica (M): [imperceptível]

O: – Mas que quer que ponha? VMER não disponível?

M: [imperceptível]

(Volta a falar com os Bombeiros de Favaios)

O: – Não há nenhum centro de saúde aberto?

BF: – Não, aqui está fechado.

O: – Vamos mandar a VMER de Vila Real. Isto é um masculino, de 44 anos. Quem nos ligou diz que caiu das escadas, deitou sangue pela boca, parece estar morto.

BF: – Diga. Estou?

O: – Sim. Está-me a ouvir?

BF: – Estou.

O: – Estou. Está-me a ouvir?

BF: – Estou...

O: – Ó meu Deus! Eu estou a ouvir. Está-me a ouvir?

BF: – Diga, diga...

O: – Ouviu o que eu disse até aqui ou não ouvi nada?

BF: – Não ouvi. Desculpe lá, estou a ouvir de telemóvel.

O: – Vou mandar vir a VMER de Vila Real. O senhor caiu pelas escadas. Quem ligou diz que já está morto!.

BF: – Ah!... Pois, e agora o que quer que se faça?

O: – Ficha CODU 32...

BF: – Espere aí, que eu agora não tenho aqui caneta!!!

O: – Eu vou ajudá-lo. Vou passar a VMER de Vila Real para ajudar a chegar ao local. Não desligue. (...) Valha-me Deus, estou lixada.

(A operadora do CODU liga para a médica de serviço à VMER de Vila Real)

Médica da VMER (MV): – Sim?

O: – Olá, doutora. É uma saída, para longe.

MV: – Para onde?

O: – Castedo, Alijó. (risos)

MV: – Ok. O que é?

O: – Um senhor de 44 anos caiu pelas escadas. Deitou sangue pela boca. O contactante diz que ele está morto!

MV: – Morto?

O: – Sim. Diz o irmão.

MV: – Pois, coitadinho.

C: – Mas com uma calma gélida, segundo a minha colega.

MV: – Hummm...

O: – Eu vou passar-lhe os Bombeiros de Favaios para dar uma ajudita.

(A operadora do CODU retoma a conversa com os Bombeiros de Favaios)

O: – Estou, Favaios?

BF: – Estou, estou.

O: – Ajude aqui a viatura médica, se faz favor..

BF: – Sim, sim, ora diga lá então..

O: – Estão em linha, pode falar.

(Bombeiro de Favaios e a médica da VMER de Vila Real falam um com o outro)

MV: – Boa noite.

BF: – Boa noite.

MV: – Boa noite. Podiam dar-nos algumas indicações? Onde é o...

BF: – Como, como?

MV: – Se nos podia dar algumas indicações. Onde é...

BF: – Ora bem. Eu não sei como é que vou explicar. Chega ali a Alijó, vai adiante, ao pé das bombas de gasolina. Há uma rotunda à esquerda. Corta à esquerda, para ir ao Intermarché. E segue sempre em frente para o Castedo. Sempre estrada fora.

MV: – Para onde?

BF: – Para o Castedo.

MV: – OK. Pronto, obrigado.

BF: – E agora, o que faço?

MV: – Diga?!?

BF: – O que faço? É preciso ir lá eu?

MV: – (risos). Ó senhor, nós vamos a caminho.

(A operadora do CODU reentra na chamada telefónica)

O: – Ó, Favaios!

BF: – Diga, diga.

O: – Obviamente é para lá ir a ambulância para iniciar suporte básico de vida. Se estiver em paragem. Digo eu.

BF: – Olhe, mas arranco para lá eu?

O: – ... (risos).

BF: – Estou?

O: – Peço desculpa. Eu estou a falar com uma corporação de bombeiros, não estou?

BF: – Está sim. Mas estou a atender o telemóvel.

O: – Então eu estou a dar-lhe uma saída, e pergunta-me a mim o que vai fazer? Nunca tal me aconteceu.

BF: – Desculpe lá, desculpe lá.

O: – Claro que tem de ir para o local com a ambulância e com o colega.

BF: – Então qual é o número?

O: – 32703.

BF: – Posso desligar, CODU?

O: – Pode, pode.

BF: – Arranco então. Vou já arrancar para lá.

O: – Sim, arranque para lá. Avalia a vítima e, quando tiver dados, dá a informação para cá para o CODU.

BF: – Eu estou sozinho.

O: – Está sozinho?

BF: – Estou.

O: – Então como vai sair uma ambulância sozinha?!.

BF: – Não tenho mais ninguém agora aqui.

O: – Como não tem?

BF: – Então como vou fazer!?!

O: – Espere aí! (dirigindo-se para a médica da VMER) Ó doutora, Favaios está sozinho, não tem mais ninguém... (volta a falar com o bombeiro) Não arranja outro tripulante?

BF: – Quem é que vou arranjar agora?!

O: – Qual é a corporação mais próxima além de vocês?

BF: – Só Alijó.

O: – Quanto tempo para chegar ao local?

BF: – É só ir buscar a ambulância e arrancar!

O: – É só ir buscar a ambulância e arrancar! (risos em fundo)

BF: – Cinco minutos.

O: – Mas quanto tempo demora a chegar ao local?

BF: – Daqui ao local são sete a oito minutos.

O: – Dez minutos. Qual é a corporação mais próxima? É Alijó?

BF: – É Alijó.

O: – Quanto tempo Alijó demora a chegar ao local?

BF: – Mais ou menos a mesma coisa. É pegado.

O: – Então vou mandar Alijó. Vou pedir ajuda, para você ajudá-lo a chegar ao local. (desabafo para alguém que está ao lado) Tu estás a ver? Ele está sozinho. “O que é que eu faço?”, pergunta-me ele.

(A operadora do CODU telefona para os Bombeiros de Alijó)

Bombeiro de Alijó (BA): – Estou sim...

O: – Uma saidinha para Castedo.

BA: – Castedo é Favaios!

O: – Pois é. Mas Favaios está só com um senhor e a ambulância. E a vítima pode estar em paragem respiratória. Vai a viatura médica de Vila Real. Não posso enviar uma ambulância só com uma pessoa para fazer uma emergência médica.

BA: – Aqui também não tenho ninguém.

O: – Não tem aí ninguém.

BA: – Não. Só se chamar...

O: – Então...

BA: – Aqui só fico eu de noite.

O: – Só fica o senhor sozinho de noite na corporação? Então se há um incêndio?

BA: – Tenho de tocar a sirene.

O: – Tem de tocar a sirene. Ó valha-me Deus!

BA: – Minha amiga, não temos meios.

O: – (dirigindo-se à médica da VMER) Ó doutora, Alijó idem idem...

BA: – Mas eu vou chamar um colega meu.

O: – Ó doutora. Eu posso mandar ir o de Favaios e o de Alijó. (dirige-se ao bombeiro) O senhor pode ir?

BA: – Vou chamar o meu colega.

O: – Vai chamar o colega. Pronto, então siga. Vá. Bairro de Santo António. n.º **

BA: – Qual é o número da ficha?

O: – 32706, Sabe onde fica?

BA: – Sei, sei. Vou já ligar.

O: – Pronto, obrigada.

(chamada termina após nove minutos e meio, minutos depois das 04h00 de anteontem)

CHAMADA PARA O 112

(Uma mulher é atendida por uma operadora do CODU minutos antes das 04h00 de anteontem)

Operadora (O): – Emergência médica, bom dia.

Mulher (M): – [imperceptível]

O: – Mais alto, estou a ouvir muito mal.

M: – [imperceptível]

O: – Castedo, Alijó, Bairro de Santo António nº **. Diga-me o número de telefone caso a chamada vá abaixo.

M: – *********

O: – *********. Minha senhora, ouça o que lhe vou dizer. O que se passa aí?



(Um irmão de António Moreira toma o lugar da mulher do outro lado da linha)

Irmão (I):– Estou? Estou?

O: – Diga então o telefone daí.

I: - *********.

O: – Pronto, muito bem. Diga-me o que se passa aí.

I: – Podia ligar-me aos bombeiros?

O: – Diga-me o que se passa aí. Para que quer a ambulância?

I: – [imperceptível]

O: – Quer uma ambulância em sua casa?

I: – A vir cá alguém é a guarda [a GNR], não é?

O: – Mas quer a guarda ou a ambulância?

I: – Vale mais a guarda.

O: – Olhe, se é só a autoridade que quer, vai desligar e voltar a ligar 112 e pede autoridade. Se há pessoas feridas, é mais ambulância.

I: – Não, não... Ele morreu.

O: – Morreu?!

I: – Ele deve ter morrido.

O: – E é homem ou mulher?

I: – É um homem.

O: – Com que idade?

I: – Quarenta e nove, mais ou menos.

O: – Quarenta e quantos?

I: – Quarenta e quatro.

O: – Quarenta e quatro anos. Ele já estava doente ou foi agredido?

I: – Ele estava doente.

O: – Doente com quê?

I: – Caiu!

O: – Você é familiar dele?

I: – Sou irmão.

O: – O seu irmão já estava acamado?

I: – Não. Estava em pé e tudo. Foi em casa. Ia a descer as escadas e caiu.

O: – Ao descer as escadas caiu. Foi hoje a queda?

I: – Foi, foi agora de noite.

O: – O senhor disse que ele morreu.

I: – É. Está morto. Deitou muito sangue pela boca.

O: – Mas diga-me uma coisa: isso mesmo agora?

I: – Foi. A minha mãe estava a dormir e deu conta.

O: – Ele não respira?

I: – Não.

O: – Confirme-me a morada.

I: – [imperceptível], Alijó.

O: – Como?

I: – Castedo, Alijó.

O: – O senhor está a dizer que o seu irmão faleceu e está tão calmo. O senhor não está a brincar com o 122, pois não?

I: – Não. Não estamos a brincar. Ouve lá.

O: – Neste momento o seu irmão não se mexe e não respira?

I: – Não, não, não.

O: – Olhe, vai desligar que eu daqui a um bocadinho volto a ligar. Pretendem ambulância e autoridade. É isso?

I: – Sim, sim.

O: – Para que querem a autoridade?

I: – Quer dizer que não se vai tocar nele nem nada. Não é?

O: – O quê?

I: – Não se pode tocar nele.

O: – Fique a aguardar a chegada de ajuda. Boa noite.

(a chamada termina depois de quatro minutos de conversa)

UM CERTO PAÍS: (A Opinião de Manuel Catarino, Chefe de Redacção)

A conversa telefónica entre a operadora do Centro de Orientação de Doentes Urgentes e um bombeiro de serviço no quartel de Favaios parece tirada de um filme cómico – mas desgraçadamente verdadeira e trágica. Ao pedido de socorro, ele responde com um desabafo revelador do amadorismo e da impreparação de quem tem a missão de salvar vidas. O triste bombeiro, perante a necessidade de mandar avançar uma ambulância pergunta-se desolado: “E agora, o que quer que faça?” Estava sozinho de serviço no quartel. O mesmo em Alijó – um único bombeiro de plantão só para atender o telefone. Tenho a certeza de que o exemplo de Favaios e de Alijó não se estende à generalidade dos corpos de bombeiros portugueses: será a excepção que mancha a regra.
Mas esta história é o retrato fiel de um certo País – um País miserável, abandonado, relapso e irresponsável.
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Reboredo » Quinta-Feira 24 Janeiro 2008, 13:13

Não está bem o SNS de Portugal


Usando a tua linguagem: vai pró caralho.


E em França como vai?

O sangue contaminado;

Os subornos; (Elf, helicópteros, armas, etc., etc..)

Afundar barcos e crimes de sangue como no caso Greenpeace.

"Esta história é o retrato fiel de uma certa França – um País miserável, abandonado, relapso e irresponsável."
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Arp » Quinta-Feira 24 Janeiro 2008, 13:55

Reboredo Escreveu:"Esta história é o retrato fiel de uma certa França – um País miserável, abandonado, relapso e irresponsável."
:whistle:
O saber, o aprender o novo, só não encontra espaço em cabeças que já estão cheias, principalmente de ideias preconcebidas.
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Reboredo » Quinta-Feira 24 Janeiro 2008, 14:08

Arp escreveu:

:whistle:

Meu caro Arp,

eu não sou :|. Eu :014:

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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor rjmoreira » Quinta-Feira 24 Janeiro 2008, 14:41

O SNS tá uma porcaria. Ng duvide que um pobre tá mesmo fddo.
Mas em França as coisas estão bem piores. Na saude não sei, mas na rebaldaria e na CHAUVINISSE nojenta não duvido. Só mesmo a Bruni, que mesmo puta é boa como o milho...

Agora eu n posso por exemplo para já queixar-me o SNS em Portugal. Tirando as comparticipações de alguns medicamentos que teimam em deixar de existir...
Continuo a ter como especialista pneumologista pago que é o director da mesma especialidade dos Cobões em Coimbra ou um médico privado de clinica geral (pago) que tem um bom amigo no IPO de Coimbra...
Quando preciso de alguma coisa o director do Centro de saude cá do sitio tb é um amigo. Agora felizmente com os seguros deixei de precisar de credenciais pra exames. Mas antes safou-me muita vez quando o médico (otário, incompetente, murcão... se armava em parvo e não queria passar)

Nem os seguros lhe valem. Lisboa e Porto há excelentes Hospitais privados. O resto é a paisagem do costume...
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Re: Serviço Nacional de Saúde

Mensagempor Reboredo » Quinta-Feira 24 Janeiro 2008, 17:36

rjmoreira escreveu:

Nem os seguros lhe valem. Lisboa e Porto há excelentes Hospitais privados. O resto é a paisagem do costume...


meu caro rjmoreira os seviços públicos de saúde e os pofissionais que lá trabalham são muito bons. Pretender cuidados de saúde pública a dar lucro não. Não se fazem omoletas sem ovos. Por isso recorre-se à cunha, ao amigo e este desgoverno recomenda os seguros particulares para se livrar das suas responsabilidades.
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